COMO CORRER NO CAMINHO DE DEUS

O que você diria a quem deseja seriamente empreender a caminhada rumo à santidade?
Nós escolhemos Jesus Abandonado, nós de fato optamos por ele, como amor de predileção: ele é o “Esposo” da nossa alma, não simplesmente um entre muitos.
Nós escolhemos Jesus Abandonado, mas o que permanece em nosso coração? Jesus, a união com Jesus.
E o que é essa união? É algo sobrenatural que, primeiro se assemelha a uma consolação, em relação à qual as alegrias do mundo nada são.
É como um clima que se difunde, que se intensifica, até se tornar uma Pessoa com quem trabalhamos. E tudo o que não é ele, é nada para você. Até mesmo o apego as coisas espirituais passa a pesar, incomoda. Por isso, encontrar a paz em Jesus Abandonado não é percebido como um ato de virtude, mas se torna uma necessidade.
Precisamos chegar a esse ponto. É um caminho exigente, mas é o caminho para o qual fomos chamados.
Depois, a certa altura, se passa a amar com agilidade cada vez maior e crescente, e por isso estamos quase sempre na paz, e a passamos aos outros.
O que mais desejo, neste momento, é que vocês também façam essa caminhada que a trilhassem sempre mais intensamente, que não se perdessem em sutilezas excessivas.
Vez por outra me perguntam: “O que fazer para caminhar depressa?” aí está o caminho pelo qual se deve correr.
Chiara Lubich

SANTIFICAR-SE COM A IGREJA

É fácil constatar como está ganhando terreno entre os cristãos o desejo profundo, a urgência — diria —de servir a Igreja, mas não tanto e não só de modo externo e material, e sim de maneira diversa, mais de acordo com a sua fé, mais essencial.

Percebe-se que, sobretudo entre os leigos, o modo de tomar-se santo como até agora foi concebido, é pouco aceito; aliás, por vezes é tido como superado. O estilo de santidade do cristão de hoje vai além de uma perfeição procurada individualmente, e não raro se exprime assim: queremos nos santificar juntos, desejamos uma santidade coletiva.

Deste modo, vão se formando aqui e ali grupos de cristãos empenhados que, unidos, tendem a Deus.

Pois bem, parece-nos ser Deus quem deseja isto, para que tudo tenha um caráter amplo, uma dimensão eclesial, uma união de amor com a hierarquia.

O semblante da Igreja, aqui transparente de luz, acolá ofuscado por nuvens, deve refletir-se em cada cristão, em cada grupo de cristãos. Isto significa que devemos sentir nossas, não apenas todas as alegrias da Igreja, suas esperanças, suas sempre novas primaveras e suas conquistas, mas sobretudo sentir nossas, todas as suas dores: a dor traumatizante, da separação entre as igrejas; a lancinante, de dolorosas situações, de contestações negativas, de ameaça de destruir radicalmente tesouros seculares; a dor angustiante por causa dos afastados, dos ateus que negam ou não aceitam a mensagem que Deus anuncia ao mundo para a sua salvação.

Em todas estas profundas angústias, sobretudo nas espirituais, a Igreja que sofre aparece como o Crucificado dos nossos tempos que grita: “Deus meu, Deus meu por que me abandonaste?”

Há algum tempo atrás estive no eremitério do Monte Alverne. Pude meditar sobre o excepcional dom dos estigmas que ali Deus conferiu a Francisco de Assis, como prova da sua imitação de Cristo, do seu ser cristão.

Pensei que todos os verdadeiros cristãos deveriam ser estigmatizados, não no sentido material e exterior, mas espiritual.

E pareceu-me entender que os estigmas do cristão dos nossos dias são justamente as misteriosas, porém reais, chagas da Igreja de hoje.

Se a caridade de Cristo em nós não é dilatada a ponto de experimentarmos as dores destas chagas, não estamos sendo como Deus nos quer hoje.

Na época de hoje, não é suficiente uma santidade meramente individual, nem tampouco uma santidade comunitária, mas fechada. E preciso sentir em nós os sentimentos de dor e também de alegria que Cristo, na sua esposa, hoje sente.

É necessário nos santificarmos sendo Igreja.

Chiara Lubich

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/02/santificar-se-igreja.html

OS CARISMAS DOS SANTOS

Devemos fazer-nos filhos dos santos, para que em nossa alma passe algo do carisma que receberam de Deus para a humanidade e também para que possa­mos usufruir dele, tornando preciosos todos os momentos do nosso dia e assemelhando-nos cada vez mais a Maria, a cheia de graça! No mundo, muitas pessoas desejam ardentemente fazer o bem. Mas existe bem e bem. Alguns fazem o bem à própria família, aos parentes, aos amigos. Outros vão além e fazem o bem à sociedade do seu tempo, talvez durante toda a sua vida. Contudo, existe alguém que faz o bem mesmo após a morte, durante anos e anos, até séculos: este alguém é o santo, só ele, pois não é mais ele que vive, mas Deus nele. Se hoje recebemos tantos incentivos para fazer o bem ao lermos as obras dos santos de muitos séculos atrás, é porque eles permaneceram em seus escritos continuando a fazer o bem com palavras que exalam o perfume de verdades eternas.Santa Teresa d’Ávila, nas Fundações, conta que sempre teve “pressa”, como se o fogo lhe ardesse sob os pés. Santa Joana d’Arc, assim foi testemunhado, sempre teve “pressa” nas suas batalhas, como se o inimigo a perseguisse por toda parte. É a inspiração de Deus que acossa os seus santos e não dá trégua, enquanto a obra não for realizada. No mundo, ao contrário, as coisas andam tão devagar que todos acreditam que aqui se meça o tempo com o metro da eternidade, como se todos não tivessem de morrer. Santa Catarina agora está lá, na rua que sempre per­corria para ir do Convento de Santa Maria de Minerva a São Pedro, em um monumento que parece um altar e a define como «honra da pátria e defesa da religião». Está lá para nos revelar a glória imorredoura que a envolve agora no Céu por ter dado cada gota de sangue pela Igreja.Crescer no amor de Deus, mergulhar na oração, olhos cerrados, a mão na mão de Teresa, a Grande, a quem o Senhor concedeu o dom da oração, não só para ela, mas para muitos, inclusive para nós: eis a grande experiência que poderemos fazer. É nos encontraremos com a Majestade de Deus nas sete mansões. Na Vida de santa Teresa de Jesus, escrita por ela mesma, a santa parece um ostensório que expõe Deus ao mundo das almas sedentas de contemplação. Deus em alto-relevo, uma fotografia sua em três dimensões, a realidade do Amor. São João da Cruz! E o ouro, a plenitude de Deus reaparece na terra no “nada, nada, nada” de um santo. Enquanto alguns procuram demonstrar a origem meramente terrena cio homem, é preciso viver na terra a nossa dignidade de filhos de Deus em plenitude. Esta é a melhor, a mais concreta e indiscutível demonstração dos absurdos, filhos do ateísmo. Os santos experimentaram êxtases, arrebatamentos, vôos do espírito. Contudo, para considerá-los santos, a Igreja olhou para as suas virtudes heróicas. Mas isto, mesmo nos dando a direção, não nos deve dispensar do ato de admirar nos santos estas antecipações de Paraíso, estes fenômenos extraordinários que são, por si mesmos, uma demonstração tangível de Deus.

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/02/os-carismas-dos-santos.html

Papa JOÃO PAULO II será beatificado no dia 01 de maio

Hoje, 14 de janeiro de 2011,  o Papa Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II. A cerimônia de beatificação acontecerá no dia 1º de Maio, domingo da Divina Misericórdia. Foi escolhido este dia, pois recorda a celebração litúrgica mais próxima de sua morte, pois nosso amigo e intercessor faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia.

O milagre, agora confirmado, refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, França, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.

Desde o seu funeral se via na praça São Pedro várias faixas pedindo sua cononização: “Santo Subito”. Porém, foi no dia 13 de Maio de 2005, apenas quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II,  que o papa Bento XVI anunciou o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa. Ainda em dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação.

João Paulo II esteve  25 anos à frente da Igreja como Sucessor de São Pedro. Uma de suas maiores preocupações era a paz no mundo. Peçamos sua intercessão pela paz em nossas famílias, principalmente aquelas que tem sofrido com as catástrofes do Rio de Janeiro.

João Paulo II – Rogai por nós

CHIARA “LUCE” BADANO: EXEMPLO DE AMOR NA DOR

Depois de mais de três meses em silêncio, decidi sair do armário da dor. Por mais que minha fé me leve adiante, a dor da separação do meu pai não tem sido fácil. Fiquei calado e não chorei desesperado. Ao contrário, soube louvar a Deus por todas as graças que me concedeu, principalmente de ter o pai que tenho. Homem simples, de um coração grande, cheio de Deus. Isso é o que posso definir meu querido pai. Administrar a chuva de sentimentos que brotou em meu coração nos últimos noventa dias não é muito fácil. Houve momentos em que agi com tranqüilidade e a fé na ressurreição me deu tranqüilidade. Porém, houve momentos em que a saudade me assaltou e senti-me só, desamparado e com vontade de fugir. Talvez tenha até fugido para dentro do meu coração angustiado e consequentemente me fechei. Mas aqui estou de volta.

No último final de semana a Igreja elevou aos altares uma jovem de apenas dezoito anos: Chiara Luce Badano. E assistir à cerimônia mexeu profundamente comigo. A realidade da morte, a dor da separação, a fé na ressurreição, a felicidade ante o sofrimento, o descanso e de modo especial o testemunho de profundo amor e caridade em meio à dor de sua enfermidade me convidou a reencontrar o frescor e o entusiasmo da fé. Continuar a ler

Precisamos de santos

“Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e ténis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouçam música e passeiem com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,mas que se “esforcem” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar, que saibam namorar na pureza e castidade,ou que consagrem a sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dogs, que usem jeans, que sejam internautas, que ouçam discman.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.”

Este texto é atribuído ao papa Joao Paulo II

fonte: http://www.focolares.org.br/chiaraluce/

%d bloggers like this: