Um relacionamento Divino

Por meio da vinda do Filho de Deus que se encarnou na nossa terra, pudemos tornar-nos filhos de Deus; filho, como ele, que é Filho do Pai, filho no Filho.
De fato, dentro de nós está presente um tesouro infinito. Nós o descrevemos como uma voragem, como um abismo, como a imensidão, como um sol divino dentro de nós: é a Santíssima Trindade. Temos, assim, a possibilidade de conviver com ela, podemos ouvir o apelo a nos perdemos nela, para nos encontrarmos mais “cristificados”.
E fechando a janela da alma do lado de fora e abrindo-a para dentro, podemos conversar com ela. Trata-se de um convite a permanecermos no Céu dentro de nós, onde vive o Eterno e é o Ser verdadeiro.
Mas não é somente a oração o que a Santíssima Trindade em nós pede. As três Pessoas Divinas, que são o único amor, desejam ter um relacionamento celestial com cada um de nós; e cada Um a seu modo.
O Pai.
Temos o Pai. No nosso íntimo está presente um Pai.
Aquele Pai Celeste – que deu origem e sustenta a imensa Criação, o cosmo, no qual estamos imersos como uma gota no oceano – está também no nosso pequeno coração.
E esse Pai é pai realmente. São vários os nossos contatos com Ele; Ele é, por exemplo, o destinatário da oração mais divina que podemos recitar: o Pai-Nosso. Nós o invocamos em nome de Jesus para obtermos as graças desejadas. Uma característica nossa é a que enfatiza o nosso carisma, a frase de são Pedro que sugere: lancemos nele todas as preocupações (cf. 1Pd 5,7). E quantas vezes, uma infinidade de vezes, lançamos com fé as preocupações no seu coração, fomos rapidamente libertados delas, que desapareceram, resolvidas pelo seu amor.
Porque é assim que se age com um Pai: confia-se nele com segurança, em relação a tudo. E este é um Pai, o amparo, a certeza do filho que, como uma criança, abandona-se, despreocupada, em seus braços.
O Verbo.
Dentro de nós há também o Filho: o Verbo, que, tendo-se encarnado, é Jesus.
É Jesus que está dentro de nós.
Aprendemos a amá-lo profundamente, por exemplo, nas suas diferentes presenças: na Eucaristia, na Palavra, na unidade entre os irmãos, no pobre, na autoridade que o representa, no fundo do nosso coração.
Mas Jesus está num aspecto particular, que nós reconhecemos e amamos como Esposo da nossa alma: Jesus no seu abandono. E sabemos que Esposo Ele foi e será para nós até o fim da nossa vida.
Foi Ele quem nos amparou em todas as provações da vida, em todas elas, sugerindo-nos como supera-las, como restituir à nossa vida a paz e a força.
Jesus Abandonado: o Esposo da nossa alma!
O Espírito Santo.
Aquele Espírito do qual conhecemos os efeitos divinos: nas pessoas, nas comunidades renovadas pela sua presença, pela sua atmosfera. Aquele com quem – como se fosse um outro “eu” – nós nos confidenciamos com a certeza de que sempre nos responde quando o invocamos, e que nos sugere palavras de sabedoria, que nos conforta, nos sustenta e nos ama com um amor especial como um amigo verdadeiro. É o nosso amigo, o Espírito Santo.
Pai, Esposo, amigo.
O que mais podemos querer? E os três são um, um só Amor, que fez morada no nosso coração.
Reflitamos juntamente com Maria, sobre a qual o Espírito Santo desceu, a potência do Altíssimo, o Pai, estendeu a sua sombra, em quem o Verbo se encarnou.
Mantenhamos e reforcemos com ela esses relacionamentos, enquanto, continuando a viver o momento presente, nos inserimos no presente eterno no qual está Deus, no qual os três vivem, assim como estão presentes no nosso pequeno coração.

Chiara Lubich

O Pai e a Família

Na última  sexta-feira, 10 de julho de 2012, Dom orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, refletiu sobre o dia dos pais. Gostei muito de sua reflexão, por isso quero postá-la na íntegra.

“Neste domingo celebramos o Dia dos Pais! Dentro da comunidade família, o pai é chamado a viver o seu dom. Os pais são planos de Deus para a família. Esta comemoração, que veio através da sociedade civil, nos ajuda a valorizar no âmbito religioso a vida familiar. Apesar da exploração comercial deste dia, a Igreja no Brasil, neste mês vocacional, recorda a vocação à vida em família. Por isso mesmo começamos a viver também nesse dia a Semana Nacional da Família.

Hoje, ultrapassamos a ideia do chamado pai provedor, enquanto ele é capaz de trabalhar, até arduamente, para abrigar sua família, colocar comida na mesa e pagar as contas no final do mês. A paternidade começa no compromisso de vida do marido para com sua esposa, baseando-se no amor desinteressado e generoso.

Os filhos e filhas devem reconhecer no pai a presença do amor, da escuta e do apoio oportuno para o seu crescimento, para se tornarem pessoas com conhecimento dos seus direitos e responsabilidades; o apoio para alcançar a auto-estima, a autêntica autonomia e independência e também para compartilhar e celebrar os seus sucessos, e dar conforto quando confrontado com o fracasso.

O que conta para o cristão é a forma como o Pai orienta seus filhos para Jesus Cristo, e qual o papel de modelo de fidelidade de valores ele realmente quer apresentar no seio de sua família.

Neste sentido, o pai é chamado a assegurar o desenvolvimento harmonioso e de união entre todos os membros da sua família. Deve partilhar com a esposa a formação dos filhos.

Podemos afirmar que a paternidade é própria de uma verdadeira espiritualidade da família. Deus é a fonte da vida e do amor em que a família vive no mundo de hoje. O saudoso Papa Paulo VI já nos recordava na Encíclica Humanae Vitae que o casamento “não é efeito do acaso ou do produto da evolução de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor (HV 8).

Daí que, na missão de pai, este é convidado a frutificar e ter a vida ao máximo, exercendo sua função específica biológica e psicológica no contexto da família.

Poderíamos dizer que a missão do Pai é uma vocação, em última instância, do próprio matrimônio. Este significa, antes de tudo, a união de uma pessoa com todos os seus valores e tudo o que deve representar a medida de sua própria dignidade. Todo homem e toda mulher deve doar-se mutuamente em dom sincero de si, através das expressões de sua masculinidade e de feminilidade, o que transpassará certamente para o seu relacionamento com os filhos que virão de sua união.

A família é sempre desafiada com variados problemas urgentes, que são, na verdade, provocados pelas tendências de sua secularização.

Neste contexto, surge o conceito de Pai como serviço no amor. Novamente nos adverte Paulo VI: “na tarefa de transmitir a vida, os pais não são livres para procederem à vontade, como se pudessem determinar, de forma totalmente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem conformar a sua atividade de acordo com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e de seus atos”.

A criança não pode exercer certas fases de sua maturidade psicológica sem a ajuda paterna, que a ajude a ousar e a enfrentar as adversidades da vida. O pai educa principalmente pela sua conduta pessoal, que consigo também carrega os seus variados aspectos da masculinidade do ser humano. Os filhos e filhas olham para a figura paterna muito mais do que apenas como uma extensão de seus conhecimentos limitados. Olham para seus gestos, suas expressões e para o seu testemunho. Procuram neste um valor e um sentido de suas vidas, que encontrarão, certamente, na realidade das coisas, na vida que se apresentará diante deles, um dia.

Em suma, a paternidade é um “link” para as consciências dos filhos, que os orienta na condução moral e nos princípios éticos de suas existências.

Roguemos, hoje, a São José, como modelo de pai que abraçou por inteiro as suas responsabilidades, ressaltando a sua firmeza e sua perseverança, confiando sempre em Deus e no seu plano. Quantos pais estão diante das frustrações da procura por emprego, ou de desejo de dar o melhor pela sua família, sem poder fazê-lo!

São Bento, grande mestre da espiritualidade, diz que o abade de um mosteiro tem que mostrar a atitude dura de um mestre e a ternura de um pai. O mesmo deveria se aplicar aos pais de família. Devem ser tanto carinhosos com seus filhos, enquanto agem com firmeza em sua educação.

Que a Semana Nacional da Família, ecoando o tema do Encontro Mundial das Famílias com o Papa, neste ano, em Milão, “A família, o trabalho e a festa” nos ajude a apresentar a beleza da vida em família cristã que procura ouvir a voz de Deus e colocar em prática a Sua Palavra.

Eis um belo momento de apresentar ao mundo a importância e a necessidade das famílias cristãs e a proposta de sua presença na sociedade!

† Orani João Tempesta, O. Cist.

  Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ”

Fonte: http://www.zenit.org/article-31024?l=portuguese

O MELHOR CONSELHO DE UM PAI

Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:

_Nunca se esqueça de seus amigos! – aconselhou.

_Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.

Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando…vão pescar juntos…jogar truco…

Que estranho conselho – pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.

À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.

À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.

Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:

O Tempo passa.

A vida acontece.

A distância separa…

As crianças crescem.

Os empregos vão e vêem.

O amor se transforma em afeto.

As pessoas não fazem o que deveriam fazer.

O coração para sem avisar.

Os pais morrem.

Os colegas esquecem os favores.

As carreiras terminam.

Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem

quantos quilômetros tenham afastado vocês.

Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros…

Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!

Autor desconhecido.

foto extraída da internet.

homenagem que fizemos ao meu pai

Quem conheceu pessoalmente sabe muito bem o quanto meu pai é importante para nossa família. Homem justo e fiel, testemunha do amor de Deus e capaz de gerar alegria no coração de quem dele se aproxima.

Muita saudade é o que se expressa nesse vídeo.

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