SABE TUDO

Jesus sabe tudo. Lê em todos os corações, em todos os pensamentos.

Como é consolador para nós quando, do mais profundo da alma, elevamos a Deus súplicas ou louvores ou atos de amor. Ele os ouve, Ele os conhece.

Uma página do Evangelho diz que Ele sabia todos os pormenores a respeito de Tomé: desde os dedos que ele queria colocar nas chagas provocadas pelos cravos, até a mão na ferida do lado.

Jesus, Deus, sabe tudo.

Que consolo para quem reza! Seremos ouvidos, portanto. Isto nos basta. Se depois formos atendidos ou não, isto é outra coisa: Ele sabe aquilo que é bom para nós.

Tomé responde com as magníficas palavras:

“Meu Senhor e meu Deus!” e são as que brotariam espontaneamente do nosso coração ao lermos aquela passagem evangélica.

Chiara Lubich

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/03/sabe-tudo.html

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O APÓSTOLO

Quando o amor de Deus entra numa alma não pode deixar de se difundir. É como o fogo que, se existe, não pode deixar de arder e consumar em outro fogo aquilo que consome. Este fogo é Jesus presente na alma com a Sua graça e se exprime em amor aos irmãos. Este fogo é a expressão de uma unidade atingida com Deus e com os irmãos que são animados dos mesmos sentimentos.

Este amor não se cansa nunca de trabalhar pelos outros, de servir em nome de Cristo a todos. Serve aconselhando e matando a fome, admoestando e suportando, instruindo e hospedando; sabe sempre o que fazer por quem lhe passa ao lado.

Quem ama por Deus, somente pelo fato de que ama, comunica aos irmãos Deus que tem em si. Quem ama assim não tem medidas, mas está pronto até dar a própria vida pelos outros. Este é o amor que conquista, este é o amor que faz de cada cristãos um apóstolo.

O apóstolo tem no coração uma só paixão: levar Deus às almas. Para isso usa todos os meios, desfruta todos os talentos que possui. Como um comerciante que interessado em um terreno o compra, o apóstolo não deixa passar ninguém ao seu lado sem confia-lo aos cuidados de Deus e estuda a possibilidade de ser-lhe útil em alguma coisa porque o amor gera o amor, a vida gera outra vida.

O apóstolo sabe ser tudo para todos, sabe apresentar-se a todas as pessoas e em todos os ambientes: a o rico e ao pobre, ao culto e a criança, porque quer levar Cristo a todos. Leva em consideração a parte humana, os talentos, e a parte divina, porque sabe que com esta e sem aquela não se conseguiria sempre doar Deus ao irmão.

Como o agricultor que possuindo um terreno se lança pacientemente a prepara-lo para semear, assim também o apóstolo prepara o terreno nas almas antes de doar a elas a sua palavra e o prepara com a demonstração constante de um amor atencioso e sem medidas.

Não se substitui nunca a quem é mestre por mandato divino e não impõe a verdade, porque a verdade exige, por si mesma, um respeito profundo de cada pessoa, nem se faz pai de alguém porque sabe que o Pai é um só: aquele que está nos céus.

Mas quando o terreno está pronto, quando o irmão tem sede de verdade, quando não existem mais explicações de “vida” para se dar, o apóstolo lança a semente, a palavra, que tem em si, neste instante, a força da vida.

Então a palavra convence porque apoiada sobre o testemunho.

Ele sabe neste momento que apenas iniciou o trabalho. E o apóstolo não abandona quem apenas recebeu a vida, mas segue nas batalhas de cada dia com empenho sempre renovado e vivo até quando vê que o irmão sabe estar de pé bem no próprio caminho o segue ainda até quando Cristo tomou morada nele estável, e depois ainda até quando terá atingido a plenitude da sua idade.

Age como se tudo dependesse dele somente, sabendo que tudo depende só de Deus.

O apóstolo trabalha para que o irmão encontre um lugar na casa do Pai. Existe um desígnio de Deus que deve abrir-se sobre cada um, para que possa desenvolver a sua missão que, desenvolvida dará nova beleza a Igreja.

Assim para com todos, assim sempre.

O apóstolo não considera nunca acabado o seu papel na vinha do Senhor, nem para observar aquilo que já operou. Quanto mais conquista, mais gostaria de conquistar porque o fogo que tem em si se alimenta amando e se torna gigante comunicando. Porque o seu amor tem uma medida: é aquela de Jesus que pediu ao Pai: “QUE TODOS SEJAM UM COMO EU E TU”.

O ENCONTRO COM JESUS CRISTO

Durante estes dias de convalescência pós cirúrgica tenho permanecido quase que o tempo todo no meu escritório e no meu quarto. Isto tem sido muito bom, pois tenho produzido um pouco mais de material, mas também tenho rezado mais.

Gostaria de lhe convidar a meditar um pouco um trecho do Documento de Aparecida, que apesar de elucidar realidades já conhecidas a todos nós, ao mesmo tempo nos coloca diante do novo que não pode ser escondido aos nossos olhos.

” O encontro com Jesus Cristo

243. O acontecimento de Cristo é, portanto, o início desse sujeito novo que surge na história e a quem chamamos discípulo: “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”. Isto é justamente o que, com apresentações diferentes, todos os evangelhos nos tem conservado como sendo o início do cristianismo: um encontro de fé com a pessoa de Jesus (cf. Jo 1,35- 39).

244. A própria natureza do cristianismo consiste, portanto, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo. Essa foi a maravilhosa experiência daqueles primeiros discípulos que, encontrando Jesus, ficaram fascinados e cheios de assombro frente a excepcional idade de quem lhes falava, diante da maneira como os tratava, coincidindo com a fome e sede de vida que havia em seus corações. O evangelista João nos deixou por escrito o impacto que a pessoa de Jesus produziu nos primeiros discípulos que o encontraram, João e André. Tudo começa com uma pergunta: “que procuram?” (Jo 1,38). A essa pergunta seguiu um convite a viver uma experiência: “venham e verão” (Jo 1,39). Esta narração permanecerá na história como síntese única do método cristão.

245. No hoje do nosso continente latino-americano, levanta-se a mesma pergunta cheia de expectativa: “Mestre, onde vives?” (Jo 1,38), onde te encontramos de maneira adequada para “abrir um autêntico processo de conversão, comunhão e solidariedade?”138 Quais são os lugares, as pessoas, os dons que nos falam de ti, que nos colocam em comunhão contigo e nos permitem ser discípulos e teus missionários?”

Respondendo à pergunta que acabamos de ler, podemos afirmar que aqui na internet é também um bom lugar para o enocntro com o Senhor. Basta fazermos boas escolhas e preferirmos somente a Ele em relação a todas as outras ofertas desse universo virtual

Façamos o nosso  encontro com o Senhor. Eu quero ser ainda mais audaz, lhe proponho a fechar os olhos e rezar ao Senhor nesse momento, pedindo que Ele venha lhe fazer companhia.

Pe. David de Jesus

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