COMO CORRER NO CAMINHO DE DEUS

O que você diria a quem deseja seriamente empreender a caminhada rumo à santidade?
Nós escolhemos Jesus Abandonado, nós de fato optamos por ele, como amor de predileção: ele é o “Esposo” da nossa alma, não simplesmente um entre muitos.
Nós escolhemos Jesus Abandonado, mas o que permanece em nosso coração? Jesus, a união com Jesus.
E o que é essa união? É algo sobrenatural que, primeiro se assemelha a uma consolação, em relação à qual as alegrias do mundo nada são.
É como um clima que se difunde, que se intensifica, até se tornar uma Pessoa com quem trabalhamos. E tudo o que não é ele, é nada para você. Até mesmo o apego as coisas espirituais passa a pesar, incomoda. Por isso, encontrar a paz em Jesus Abandonado não é percebido como um ato de virtude, mas se torna uma necessidade.
Precisamos chegar a esse ponto. É um caminho exigente, mas é o caminho para o qual fomos chamados.
Depois, a certa altura, se passa a amar com agilidade cada vez maior e crescente, e por isso estamos quase sempre na paz, e a passamos aos outros.
O que mais desejo, neste momento, é que vocês também façam essa caminhada que a trilhassem sempre mais intensamente, que não se perdessem em sutilezas excessivas.
Vez por outra me perguntam: “O que fazer para caminhar depressa?” aí está o caminho pelo qual se deve correr.
Chiara Lubich

TODOS OS HOMENS SÃO CANDIDATOS À UNIDADE

A cada dia tenho me encantado com o ideal da UNIDADE. Sendo assim, hoje gostaria de partilhar com vocês o eixo central da espiritualidade focolarina. Tenho vários amigos que fazem parte do Movimento dos Focolares e nesse momento que estou vivendo, mais do que nunca tenho percebido como eles procuram viver Jesus em meio me visitando no meu quarto, carregando meus pertences para uma reunião ou até mesmo como sou grato àqueles que assumiram Jesus abandonado dormindo comigo no hospital ou cuidando de mim quando ainda não era possível caminhar. Segue abaixo a linha central da espitualidade da Obra de Maria : Movimento dos Focolares, cuja fundadora é esta encantadora serva de Deus, falecida há três anos e que em breve será elevada aos altares.

I – TODOS OS HOMENS SÃO CANDIDATOS À UNIDADE

“Dirigir sempre o olhar ao único Pai de muitos filhos, e depois, olhar todas as criaturas, como sendo filhas do único Pai. Ultrapassar sempre, com o pensamento e com o coração, todo limite colocado por causa da natureza humana e tender constantemente e por hábito adquirido à FRATERNIDADE UNIVERSAL, num único Pai: Deus!”

“Eis a primeira idéia, que pode desde já revolucionar a nossa alma se formos sensíveis ao sobrenatural: A FRATERNIDADE UNIVERSAL, que liberta-nos da escravidão. Somos de fato escravos das divisões entre pobres e ricos, entre pais e filhos, entre raças, entre nacionalidades, até mesmo entre bairros; nos criticamos, existem obstáculos, barreiras…” aquilo que devemos fazer é desligarmo-nos de todas estas escravidões e ver  em todos os homens, candidatos à Unidade. “’Também meu filho? – poderia perguntar a mãe.’, ‘Também aquela mulher tagarela?’, ‘Também aquele velho?’, ‘E aquela pobrezinha?’;  …Será possível? SIM, em todos devemos ver possíveis candidatos à Unidade com Deus e à Unidade entre nós. É preciso escancarar o coração, romper com todas as amarras e colocar no coração a fraternidade Universal e dizer: EU VIVO PELA FRATERNIDADE UNIVERSAL”.

“Nós somos chamados a colaborar para realizar o “Ut Omnes” (Que todos sejam um) e então, antes de tudo, reavivemos a nossa fé de que cada homem é chamado à Unidade, porque Deus ama a todos. E não coloquemos desculpas dizendo: aquele nunca entenderá… aquele é muito pequeno para compreender… Não. Coloquemos de lado todos estes juízos. Deus Ama a todos, Deus espera por todos”.

II – QUEM É O PRÓXIMO?

“O importante é termos uma única idéia a respeito do próximo. O próximo é o irmão que passa ao nosso lado no momento presente da vida”.

“Portanto, o Amor não deve ser abstrato, Ideal, mas um Amor concreto: o meu próximo é este que está ao meu lado, é este que senta atrás de mim na escola… É preciso amar não de um modo ideal (abstrato) e futuro, mas de um modo concreto e presente, AGORA. É preciso amar, é preciso Amar.”

Aquilo que mais nos impressionou, olhando uma destas biografias, foi de que o novo Santo (Pe. Maximiliano Kolbe), …diante de um prisioneiro, destinado a morrer de fome no Bunker da morte, desconhecido dele, mas que se tornou, num momento presente da sua vida, seu próximo, esqueceu-se de imediato toda a grande obra (que estava realizando não por interesse próprio, mas em favor do Reino de Deus), toda a vasta atividade cultural, as suas cidadelas da Imaculada, os seus filhos espirituais, os seus escritos, para tomar o lugar de um outro.

Pe. Maximiliano Kolbe não podia pensar que, com aquela obra, que tinha feito com que surgisse na Igreja, podia glorificar a Deus mais vivo do que morto?

Ele, pelo contrário, não hesitou e ofereceu a sua vida para salvar a de um pai de família”.

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