TRÍDUO PASCAL – QUINTA-FEITA SANTA

Queridos amigos,

Creio que muitos de vocês tenham se perguntado o porque do sumiço do Pe. David. Pois bem, digo que não sumi, só tenho estado mais ocupado que antes. Todavia, não poderia deixar passar este momento tão rico da nossa liturgia sem postar algo no blog. Sendo assim, lhes ofereço o conteúdo que foi apresentado na formação litúrgica da nossa Paróquia Menino Jesus.

Hoje iniciamos o Tríduo Pascal com muita alegria. Pela manhã renovei, juntamente com os sacerdotes que trabalham na Arquidiocese de Goiânia, as promessas sacerdotais. Daqui há uma hora vou presidir a Santa Missa (Coena Domini), na oportunidade também vamos fazer memória do gesto grandioso do Senhor, que veio para servir e não ser servido. Que o Lava pés nos ensine a colocar-nos à disposição dos irmãos, de modo especial, os mais necessitados.

História do tríduo  Pascal.

1-      No século III, a tradição de Hipólito de Roma, fala do jejum da sexta e do sábado que termina com a Eucaristia da vigília Pascal.

2-      O jejum em toda a semana Santa dando maior importância aos três últimos dias (sexta, sábado e domingo).

3-      O sentido do jejum pascal é viver mais plenamente a passagem da morte a ressurreição.

4-      Santo Ambrosio e Agostinho, falam do tríduo de Cristo: Crucificado, sepultado e ressuscitado.

5-      No século XIII o tríduo pascal fica determinado, devido uma viagem de uma monja espanhola a Jerusalém, onde em seu diário conta toda a trajetória do Cristo.

Estrutura do tríduo Pascal.

1-      Começa com a missa vespertina (quinta-feira) da Ceia do Senhor e termina nas vésperas do domingo da ressurreição.

2-      A sexta-feira é o único dia do ano que não se celebra a Eucaristia, mas acontece a distribuição da comunhão.

3-      A intenção da liturgia de celebrar o mistério Pascal é unir e não de fragmentar a totalidade do mistério.

4-      O sábado santo é um dia de silêncio e meditação, na antiguidade era de jejum.

5-      A páscoa inaugura um tempo de alegria que duram 50 dias.

6-      Os primeiro oito dias se chamam oitava de Páscoa, formando um só dia.

 O Tríduo Pascal: quinta-feira Santa

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A Eucaristia tem a finalidade de nos fazer Deus

A Eucaristia não produz apenas frutos belos, bons, de santidade, de amor, nem sequer visa, como primeiro objetivo, aumentar a nossa unidade com Deus e entre nós (como se entendeu até agora a unidade) e sirva, portanto, para alimentar a presença de Jesus no meio. Sim, também.
Mas, a função da Eucaristia é outra.
A Eucaristia tem a finalidade de nos fazer Deus (por participação). Misturando as carnes vivificadas pelo Espírito Santo e vivificantes do Cristo com as nossas, ela nos diviniza na alma e no corpo. Faz-nos Deus, portanto.
Ora Deus não pode estar senão em Deus. Eis por que a Eucaristia faz entrar o homem, que dela se alimentou dignamente, no seio do Pai, insere o homem na Trindade, em Jesus.
Ao mesmo tempo a Eucaristia não realiza isso apenas num só homem, mas em muitos, os quais, sendo todos Deus, não são somente muitos, mas um. São Deus e estão todos juntos em Deus. São uma coisa só com Ele, perdidos Nele.
Ora, esta realidade, que a Eucaristia realiza, é a Igreja.
O que é a Igreja? É a unidade provocada pelo amor recíproco dos cristãos e pela Eucaristia. A Igreja é formada por homens divinizados, feitos Deus, unidos a Cristo, que é Deus, e entre eles. Se quisermos exprimir tudo em termos humanos — com um exemplo que a Escritura usa — a Igreja é um corpo, cuja cabeça é Cristo glorioso.
Mas, assim como Cristo está no seio da Trindade, a Igreja também é chamada a estar, e já está desde agora. nos membros em que a Eucaristia atua, no seio do Pai. E se em parte ainda não está, ela se encaminha nesta direção.
Além disso, o homem leva consigo toda a criação. porque é a sua síntese.
Tudo aquilo que saiu de Deus, retorna, em virtude da Eucaristia, para a Trindade.

Chiara Lubich

 

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2008/11/pensamento-de-chiara.html

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