Por meio de Maria

Por meio de Maria

 

É por meio de Maria que devemos ir a Jesus.

Devemos aprender a conversar com ela como se conversa com a mais terna mãe, como a mais exigente guia, como a mais eficaz advogada. E, portanto, expor a ela as nossas questões.

A unidade, a obediência a um líder exige amor para que a unidade seja verdadeira, obediência sólida e construtiva. O amor se alimenta com o conhecimento.

É preciso meditar sobre os enormes privilégios da nossa Mãe. A meditação destes fará mais ágil a nossa confiança na sua onipotência por graça, na sua intercessão; será mais fácil estimar os seus conselhos e suas diretrizes.

É na imitação de Maria, nos diversos momentos da sua história, que alcançaremos o cumprimento do desígnio de Deus para nós.

Nova compreensão de Maria

 Vivendo a vontade de Deus, tivemos uma nova compreensão de Maria. Nela admirávamos a criatura mais perfeita que vivera sobre a terra, pois fez somente a vontade de Deus.

Se para nós, fazer a vontade de Deus significa “viver Jesus”, era também de uma certa maneira “reviver Maria”. Era esta a melhor maneira de lhe demonstrarmos nossa devoção e sermos filhos seus.

Suas palavras:m “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38), tornaram-se também nossa.

Meditemos de novo a nossa vida à luz da sua vida e viveremos com ela para sermos todos de Jesus.

Chiara Lubich

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2009/12/por-meio-de-maria.html

COMO CORRER NO CAMINHO DE DEUS

O que você diria a quem deseja seriamente empreender a caminhada rumo à santidade?
Nós escolhemos Jesus Abandonado, nós de fato optamos por ele, como amor de predileção: ele é o “Esposo” da nossa alma, não simplesmente um entre muitos.
Nós escolhemos Jesus Abandonado, mas o que permanece em nosso coração? Jesus, a união com Jesus.
E o que é essa união? É algo sobrenatural que, primeiro se assemelha a uma consolação, em relação à qual as alegrias do mundo nada são.
É como um clima que se difunde, que se intensifica, até se tornar uma Pessoa com quem trabalhamos. E tudo o que não é ele, é nada para você. Até mesmo o apego as coisas espirituais passa a pesar, incomoda. Por isso, encontrar a paz em Jesus Abandonado não é percebido como um ato de virtude, mas se torna uma necessidade.
Precisamos chegar a esse ponto. É um caminho exigente, mas é o caminho para o qual fomos chamados.
Depois, a certa altura, se passa a amar com agilidade cada vez maior e crescente, e por isso estamos quase sempre na paz, e a passamos aos outros.
O que mais desejo, neste momento, é que vocês também façam essa caminhada que a trilhassem sempre mais intensamente, que não se perdessem em sutilezas excessivas.
Vez por outra me perguntam: “O que fazer para caminhar depressa?” aí está o caminho pelo qual se deve correr.
Chiara Lubich

OLHAR TODAS AS FLORES

Os cristãos, que almejam à perfeição, geralmente, buscam a união com Deus presente em seus corações.

Encontram-se como em um grande jardim florido, onde olham e admiram só uma flor. Olham-na com amor, nos detalhes e no todo, mas não prestam tanta atenção às demais flores.

Deus — graças à espiritualidade coletiva que nos deu — pede que olhemos todas as flores, pois em todas ele está. Assim, observando-as todas, é a ele que amamos, mais do que a cada uma das flores. Deus, que em mim reside, que a minha alma plasmou, que, sendo Trindade, nela repousa, também reside no coração dos irmãos.

Portanto, não basta que eu o ame só em mim. Se é assim que faço, meu amor ainda mantém um quê de pessoal e está inclinado ao egoísmo perante a espiritualidade que sou chamado a viver. Amo Deus em mim e não Deus em Deus, porquanto a perfeição é: Deus em Deus.

Por conseguinte, a minha cela — como dizem as almas íntimas de Deus — o meu céu — como dizemos nós — está em mim e, do mesmo modo que está em mim, está na alma dos irmãos. E, como o amo em mim, ao recolher-me nesse meu céu quando estou só, amo-o no irmão quando ele está junto de mim.

Então, não amo somente o silêncio, amo também a palavra, isto é, a comunicação de Deus em mim com Deus no irmão. Se os dois céus se encontram, existe aí uma única Trindade, em que os dois estão como o Pai e o Filho e, entre eles, o Espírito Santo.

É necessário, sim, recolher-se sempre, inclusive na presença do irmão sem, contudo, esquivar-me da criatura, mas recolhendo-a no meu próprio céu e recolhendo-me no céu dela.

Dado que esta Trindade reside nos corpos humanos, aí reside Jesus, o Homem-Deus.

E entre nós dois realiza-se a unidade, na qual somos um, sem, no entanto, estarmos sós. E aqui está o milagre trinitário e a beleza de Deus que não está só porque é Amor.

Quando, então, a alma, o dia inteiro, de bom grado perdeu Deus em si, a fim de se transferir para Deus no irmão (porque um equivale ao outro, como duas flores daquele jardim são obra do mesmo Criador), e assim tiver feito por amor a Jesus crucificado e abandonado, que perde Deus por Deus (e justamente Deus em si por Deus presente ou nascituro no irmão…), ao voltar-se a alma a si mesma, ou melhor, para Deus em si (porque estando só, recolhida na oração ou na meditação), reencontrará a carícia do Espírito Santo que — sendo Amor — é Amor verdadeiro, pois Deus não pode faltar à sua palavra e dá a quem deu; dá amor a quem amou.

Desse modo, desaparecem as trevas e a infelicidade junto com a aridez e todas as coisas amargas, perdurando apenas o gáudio pleno prometido a quem tiver vivido a Unidade.

O ciclo está completo.

Devemos dar vida continuamente a estas células vivas do Corpo Místico de Cristo, que são os irmãos unidos em seu nome, para reavivar todo o Corpo.

Olhar todas as flores é ter a visão de Jesus, de Jesus que, além de ser a Cabeça do Corpo Místico, é o tudo: toda a Luz, a Palavra, enquanto desse Corpo somos apenas palavras. Todavia, se cada um de nós se “perde” no irmão e forma com ele uma célula (célula do Corpo Místico), que se torna Cristo total, Palavra, Verbo. É por isso que Jesus diz: “…Eu lhes dei a glória que Tu me deste…” (Jo 17,22).

Mas é preciso saber perder Deus em si mesmo por Deus nos irmãos. Faz isto quem conhece e ama Jesus crucificado e abandonado.

E quando a árvore estiver toda coberta de flores —quando o Corpo Místico estiver completamente reavivado —  refletirá a semente da qual nasceu. Será una, porque todas as flores serão unas entre si, da mesma forma que cada um é uno em si mesmo. Cristo é a semente. O Corpo Místico é a copa.

Cristo é o Pai da árvore. Jamais foi tão Pai como no abandono em que nos gerou filhos seus; é no abandono que ele se anula, mas permanece: Deus.

O Pai é raiz para o Filho. O Filho é semente para os irmãos.

E foi também Maria, a Desolada, no consentimento tácito que a faz Mãe de outros filhos, co-redentora, quem lançou esta semente no céu; e a árvore floriu e floresce de contínuo na terra.

Chiara Lubich

 

In: (Abba — Revista de Cultura — Volume 1- número 2, 1998)

PALAVRA DE VIDA – MARÇO 2011

Olá amigos, mais uma vez venho com um precioso tesouro.  O texto que seguirá foi publicada originalmente  por Chiara Lubich em junho de 2000. Após sua morte, seus filhos espirituais sentiram o desejo de continuar meditando a Palavra com sua ajuda, pois sempre foi um meio de permanecerem unidos.  Sendo assim, vos apresento a Palavra de Vida. Aproveitem, meditem, degustem e tomem a decisão de permanecer no Senhor.

 

“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

Como fez com Maria, Deus quer revelar também a nós tudo o que Ele projetou para cada um, quer dar-nos a conhecer nossa verdadeira identidade. É como se nos dissesse: “Quer que eu faça de você e de sua vida uma obra-prima? Siga o caminho que estou lhe mostrando, e você se tornará o que você sempre foi e é no meu coração. Pois desde toda a eternidade eu o concebi e amei, pronunciei o seu nome. Quando lhe digo a minha vontade, estou lhe revelando seu verdadeiro eu”.

É por isso que a vontade Dele não é uma imposição que nos oprime, mas a manifestação do seu amor por nós, do seu projeto para nós; ela é sublime como o próprio Deus, fascinante e extasiante como a sua face; é Ele mesmo que se doa. A vontade de Deus é um fio de ouro, uma trama divina que tece toda a nossa vida terrena e a eterna; vai desde a eternidade até a eternidade – primeiro, na mente de Deus; depois, nesta terra e, enfim, no Paraíso.

Mas, para que o desígnio de Deus possa se cumprir plenamente, Deus pede a minha e a sua adesão, como a pediu a Maria. Só assim é possível que a palavra que Ele pronunciou para mim e para você se realize. Portanto, também nós somos chamados a dizer, como Maria:

“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

É verdade que a vontade Dele nem sempre nos é clara. Como Maria, também nós teremos de pedir a luz para entender o que Deus quer. É preciso escutar bem a sua voz em nosso íntimo, com toda a sinceridade, aconselhando-nos, se necessário for, com alguém que nos ajude. Porém, uma vez compreendida a sua vontade, queremos dar-lhe imediatamente o nosso sim.

De fato, tendo entendido que a sua vontade é o que de maior e de mais bonito pode existir na vida, não vamos nos resignar a “ter de fazer” a vontade de Deus, mas vamos nos alegrar por “podermos fazer” a vontade de Deus e seguirmos seu projeto, de modo que o que Ele imaginou para nós se realize. É a melhor coisa que podemos fazer, a mais inteligente.

As palavras de Maria – “Eis aqui a serva do Senhor” – são, portanto, nossa resposta de amor ao amor de Deus. Elas nos mantêm sempre orientados a Ele, numa atitude de escuta e de obediência, com o único desejo de cumprir a sua vontade, a fim de sermos como Ele quer.

No entanto, às vezes, o que Ele nos pede parece absurdo. Podemos achar que seria melhor agir de outra forma; gostaríamos nós mesmos de segurar as rédeas da nossa vida. Gostaríamos até de aconselhar a Deus, de dizer-lhe o que deve ou não ser feito. Mas se acreditamos que Deus é amor e confiamos Nele, sabemos que tudo o que Ele predispõe, na nossa vida e na de todos os que estão ao nosso lado, é para o nosso bem, para o bem deles. Então nos entregamos a Ele, abandonamo-nos com plena confiança à sua vontade, desejando-a com todo o nosso ser, a ponto de nos tornarmos um com ela, sabendo que acolher a sua vontade significa acolher a Ele, abraçá-lo, alimentarmo-nos Dele.

Acreditemos que nada acontece por acaso. Nenhum acontecimento alegre, indiferente ou doloroso, nenhum encontro, nenhuma situação de família, de trabalho, de escola, nenhuma condição de saúde física ou moral é sem sentido. Mas tudo – acontecimentos, situações, pessoas – é portador de uma mensagem de Deus; tudo contribui para a realização do desígnio Dele, que vamos descobrindo aos poucos, dia após dia, fazendo a vontade de Deus, como Maria.

“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

De que modo podemos, então, viver esta Palavra? Nosso sim à Palavra de Deus significa, concretamente, fazer bem, na íntegra e a cada momento, a ação que a vontade de Deus requer de nós. Significa fazer essa atividade de corpo e alma, eliminando qualquer outra coisa, renunciando a pensamentos, desejos, lembranças ou ações que se refiram a outra coisa.

Diante de cada vontade de Deus, seja ela dolorosa, alegre ou indiferente, podemos repetir: “Aconteça-me segundo a tua palavra” ou, como Jesus ensinou no pai-nosso: “Seja feita a tua vontade”. Digamos isso antes de cada ação nossa: “Aconteça”, “seja feita”. E estaremos compondo, momento após momento, pedrinha após pedrinha, o mosaico maravilhoso, único e irrepetível, da nossa vida, que o Senhor desde sempre imaginou para cada um de nós.

Chiara Lubich

TODOS OS HOMENS SÃO CANDIDATOS À UNIDADE

A cada dia tenho me encantado com o ideal da UNIDADE. Sendo assim, hoje gostaria de partilhar com vocês o eixo central da espiritualidade focolarina. Tenho vários amigos que fazem parte do Movimento dos Focolares e nesse momento que estou vivendo, mais do que nunca tenho percebido como eles procuram viver Jesus em meio me visitando no meu quarto, carregando meus pertences para uma reunião ou até mesmo como sou grato àqueles que assumiram Jesus abandonado dormindo comigo no hospital ou cuidando de mim quando ainda não era possível caminhar. Segue abaixo a linha central da espitualidade da Obra de Maria : Movimento dos Focolares, cuja fundadora é esta encantadora serva de Deus, falecida há três anos e que em breve será elevada aos altares.

I – TODOS OS HOMENS SÃO CANDIDATOS À UNIDADE

“Dirigir sempre o olhar ao único Pai de muitos filhos, e depois, olhar todas as criaturas, como sendo filhas do único Pai. Ultrapassar sempre, com o pensamento e com o coração, todo limite colocado por causa da natureza humana e tender constantemente e por hábito adquirido à FRATERNIDADE UNIVERSAL, num único Pai: Deus!”

“Eis a primeira idéia, que pode desde já revolucionar a nossa alma se formos sensíveis ao sobrenatural: A FRATERNIDADE UNIVERSAL, que liberta-nos da escravidão. Somos de fato escravos das divisões entre pobres e ricos, entre pais e filhos, entre raças, entre nacionalidades, até mesmo entre bairros; nos criticamos, existem obstáculos, barreiras…” aquilo que devemos fazer é desligarmo-nos de todas estas escravidões e ver  em todos os homens, candidatos à Unidade. “’Também meu filho? – poderia perguntar a mãe.’, ‘Também aquela mulher tagarela?’, ‘Também aquele velho?’, ‘E aquela pobrezinha?’;  …Será possível? SIM, em todos devemos ver possíveis candidatos à Unidade com Deus e à Unidade entre nós. É preciso escancarar o coração, romper com todas as amarras e colocar no coração a fraternidade Universal e dizer: EU VIVO PELA FRATERNIDADE UNIVERSAL”.

“Nós somos chamados a colaborar para realizar o “Ut Omnes” (Que todos sejam um) e então, antes de tudo, reavivemos a nossa fé de que cada homem é chamado à Unidade, porque Deus ama a todos. E não coloquemos desculpas dizendo: aquele nunca entenderá… aquele é muito pequeno para compreender… Não. Coloquemos de lado todos estes juízos. Deus Ama a todos, Deus espera por todos”.

II – QUEM É O PRÓXIMO?

“O importante é termos uma única idéia a respeito do próximo. O próximo é o irmão que passa ao nosso lado no momento presente da vida”.

“Portanto, o Amor não deve ser abstrato, Ideal, mas um Amor concreto: o meu próximo é este que está ao meu lado, é este que senta atrás de mim na escola… É preciso amar não de um modo ideal (abstrato) e futuro, mas de um modo concreto e presente, AGORA. É preciso amar, é preciso Amar.”

Aquilo que mais nos impressionou, olhando uma destas biografias, foi de que o novo Santo (Pe. Maximiliano Kolbe), …diante de um prisioneiro, destinado a morrer de fome no Bunker da morte, desconhecido dele, mas que se tornou, num momento presente da sua vida, seu próximo, esqueceu-se de imediato toda a grande obra (que estava realizando não por interesse próprio, mas em favor do Reino de Deus), toda a vasta atividade cultural, as suas cidadelas da Imaculada, os seus filhos espirituais, os seus escritos, para tomar o lugar de um outro.

Pe. Maximiliano Kolbe não podia pensar que, com aquela obra, que tinha feito com que surgisse na Igreja, podia glorificar a Deus mais vivo do que morto?

Ele, pelo contrário, não hesitou e ofereceu a sua vida para salvar a de um pai de família”.

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A VAIDADE

Percorrendo as ruas das nossas cidades, temos a impressão dolorosa de que a vaidade nelas caminha encarnada. Encarnada em algo que cobre as paredes e descobre as pessoas, numa imodéstia que asfixia e numa falta de estética que faz sofrer.

Então, como que atraídos pelo calor de um fogo num rigoroso inverno, nos refugiamos numa Igreja, onde a chama vermelha indica que Ele ali habita.

E nos apercebemos de que, se na rua parecia que a vaidade tomava corpo, a real presença de Deus, evocando anjos e santos que com Ele já vivem, e nossos entes queridos que passaram para a outra vida, no abraço do Senhor, são as verdadeiras realidades na Realidade.

De modo que o mundo se tomou ainda uma vez escabelo para o Único que “é”, do mesmo modo como o inferno faz resplandecer o Paraíso.

Chiara Lubich

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/02/vaidade.html

 

COM TODO RESPEITO

Devemos nos aproximar das pessoas que as circunstâncias colocam ao nosso lado, procurando intuir e descobrir nelas e nos grupos dos quais fazem parte, a tarefa, a missão, o desígnio que Deus estabeleceu para elas; e amar estes nossos irmãos de modo que aquele programa se realize.     Somente se agirmos assim, com um amor que pensa no bem e no desenvolvimento das outras obras católicas assim como da nossa, seremos apóstolos dignos, filhos da Igreja e a serviremos realmente.E se porventura fôssemos chamados a tomar parte de certas instituições que podem parecer ultrapassa­das, antes de pensar em contestá-las, ou de promover­mos uma necessária atualização, será conveniente e útil colocar-nos diante de Deus e refletir sobre o respeito que se deve à Igreja e a tudo o que existe no seu seio.Não é uma atitude cristã ficar apenas observando as lacunas ou lamentando-se de formas que já parecem esvaziadas de significado.Devemos nos lembrar, antes de qualquer outra coisa, de quantas dores estas obras custaram a seus fundadores; devemos pensar na fé mais do que prova­da, no ardor, no sacrifício de seus primeiros companheiros; no amor que a Igreja teve para com estas obras no tempo, para estudá-las, sustentá-las, aprová-las, encorajá-las; não podemos esquecer suas glórias passadas, nem o bem, nem os frutos, não raro grandes, que até hoje produzem.É preciso entrar nestas obras com todo o respeito, como se entrássemos numa Igreja; com veneração, sabendo que a nossa contribuição é a de amá-las —amando seus membros, objetivos e atividades — para juntos redescobrirmos a beleza e aquilo que existe de atual nelas, para a consolação dos que delas fazem par­te.Cada obra tem sua função e é, portanto, de certo modo, insubstituível. O calor do nosso amor pode ajudá-la a sentir novamente o eco do amor de Deus que a fez nascer; e ela criará coragem para se atualizar, crescer e multiplicar-se.Como o sol não pode deixar de aquecer, do mesmo modo o amor não pode deixar de renovar, revigorar, rejuvenescer cada membro e grupo do Corpo místico, a Igreja.

Chiara Lubich

fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/02/com-todo-respeito.html

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