Um relacionamento Divino

Por meio da vinda do Filho de Deus que se encarnou na nossa terra, pudemos tornar-nos filhos de Deus; filho, como ele, que é Filho do Pai, filho no Filho.
De fato, dentro de nós está presente um tesouro infinito. Nós o descrevemos como uma voragem, como um abismo, como a imensidão, como um sol divino dentro de nós: é a Santíssima Trindade. Temos, assim, a possibilidade de conviver com ela, podemos ouvir o apelo a nos perdemos nela, para nos encontrarmos mais “cristificados”.
E fechando a janela da alma do lado de fora e abrindo-a para dentro, podemos conversar com ela. Trata-se de um convite a permanecermos no Céu dentro de nós, onde vive o Eterno e é o Ser verdadeiro.
Mas não é somente a oração o que a Santíssima Trindade em nós pede. As três Pessoas Divinas, que são o único amor, desejam ter um relacionamento celestial com cada um de nós; e cada Um a seu modo.
O Pai.
Temos o Pai. No nosso íntimo está presente um Pai.
Aquele Pai Celeste – que deu origem e sustenta a imensa Criação, o cosmo, no qual estamos imersos como uma gota no oceano – está também no nosso pequeno coração.
E esse Pai é pai realmente. São vários os nossos contatos com Ele; Ele é, por exemplo, o destinatário da oração mais divina que podemos recitar: o Pai-Nosso. Nós o invocamos em nome de Jesus para obtermos as graças desejadas. Uma característica nossa é a que enfatiza o nosso carisma, a frase de são Pedro que sugere: lancemos nele todas as preocupações (cf. 1Pd 5,7). E quantas vezes, uma infinidade de vezes, lançamos com fé as preocupações no seu coração, fomos rapidamente libertados delas, que desapareceram, resolvidas pelo seu amor.
Porque é assim que se age com um Pai: confia-se nele com segurança, em relação a tudo. E este é um Pai, o amparo, a certeza do filho que, como uma criança, abandona-se, despreocupada, em seus braços.
O Verbo.
Dentro de nós há também o Filho: o Verbo, que, tendo-se encarnado, é Jesus.
É Jesus que está dentro de nós.
Aprendemos a amá-lo profundamente, por exemplo, nas suas diferentes presenças: na Eucaristia, na Palavra, na unidade entre os irmãos, no pobre, na autoridade que o representa, no fundo do nosso coração.
Mas Jesus está num aspecto particular, que nós reconhecemos e amamos como Esposo da nossa alma: Jesus no seu abandono. E sabemos que Esposo Ele foi e será para nós até o fim da nossa vida.
Foi Ele quem nos amparou em todas as provações da vida, em todas elas, sugerindo-nos como supera-las, como restituir à nossa vida a paz e a força.
Jesus Abandonado: o Esposo da nossa alma!
O Espírito Santo.
Aquele Espírito do qual conhecemos os efeitos divinos: nas pessoas, nas comunidades renovadas pela sua presença, pela sua atmosfera. Aquele com quem – como se fosse um outro “eu” – nós nos confidenciamos com a certeza de que sempre nos responde quando o invocamos, e que nos sugere palavras de sabedoria, que nos conforta, nos sustenta e nos ama com um amor especial como um amigo verdadeiro. É o nosso amigo, o Espírito Santo.
Pai, Esposo, amigo.
O que mais podemos querer? E os três são um, um só Amor, que fez morada no nosso coração.
Reflitamos juntamente com Maria, sobre a qual o Espírito Santo desceu, a potência do Altíssimo, o Pai, estendeu a sua sombra, em quem o Verbo se encarnou.
Mantenhamos e reforcemos com ela esses relacionamentos, enquanto, continuando a viver o momento presente, nos inserimos no presente eterno no qual está Deus, no qual os três vivem, assim como estão presentes no nosso pequeno coração.

Chiara Lubich

PARAISO NA TERRA

 A constituição pastoral Gaudíum et Spes postula a intervenção da Igreja para inspirar e amparar o desenvolvimento racional da civilização. Como cristianizar a ordem temporal? Em outras palavras: como inserir o divino no humano?

Não há necessidade de operações misteriosas. Aderindo ao racional, aderimos à ordem divina, ao Logos, que anima a criação. É sobre este fundamento que o cristão insere a animação evangélica. isto é, a caridade com sua conseqüente consciência de liberdade e de justiça para com os homens e para com Deus, de modo a direcionar o progresso rumo ao paraíso; realmente uma ascensão visando a perfeição. A terra serve, antes, de plataforma para a ascese, o humano serve de suporte para o divino, e a vida terrena de caminho para a vida celeste.
Assim fazia a jovem do Magnificat, assim age a mãe do Crucificado.
Nenhuma criatura jamais atingiu a altura espiritual da Virgem e nenhuma o fez com mais simplicidade. Não houve cursos complica­dos de ascese em sua vida; houve a cozinha, o galinheiro, os animais domésticos, a lavanderia, a oficina; houve o trabalho e a dor, elementos de que ela fez, minuto por minuto, as matérias da elevação a Deus, do holocausto ao Eterno.
Sua casa foi seu convento; sua regra foi o cumprimento de suas incumbências; servir a Jesus e a José, seu obséquio ao Eterno; sua modéstia foi o véu com o qual recobriu sua beleza; o silêncio, a cela em que fez penitência, trabalhando.
As palavras e coisas de origem divina, Maria as conservava em seu coração. As suas mãos trabalhavam; sua alma orava, amando, e dia-a­dia mais se aproximava de Deus.
Era contemplativa e ativa: modelo de pessoa forjada teandricamente por Deus para o conhecimento do Eterno, e para desenvolver a criação de acordo com os desígnios do Criador.
Imitando Maria, ou melhor, unindo-nos a Maria, mantendo-a presente durante as vinte e quatro horas do dia, a marcha da existência se toma uma scala paradisi (uma escalada ao paraíso) porque nela e para ela, segundo seu exemplo, tudo converge para o único fluxo da vontade de Deus. Vontade esta que, se desce do paraíso, a ele retorna. As dificuldades da subida se transformam em doçura, se nos deixarmos levar pela mão de Maria, sua mão pura de mãe que não conhece o cansaço. Não poderíamos encontrar preparativos mais apropriados, nem mais dignos do que este: o domínio da mãe de Jesus em nossa alma, para purificá-la e dispô-la a ser morada da divindade.
Ela nos prepara para a comunhão eucarística, nos acompanha através das provas do dia, limpa a nossa alma de toda ação feia que tivermos praticado; apresenta diante do trono de Deus nossa súplica com nossos suspiros; porque nós sempre aceitamos, humildes, gratos e obedientes, a sua presença materna.
Levemos para casa Maria, para que lá esteja Jesus. Cedendo a ela a direção, temos a certeza de termos em nossa pessoa, como em sua alma sobrenatural, o Espírito Santo. Aí então o Pai Nosso nos garante o pão cotidiano.
A piedade popular muitas vezes estimulou a fantasia para exprimir essa maternidade benfazeja, como quando imaginou que, tendo o Pai Eterno negado o perdão a algumas almas, enquanto Pedro fechava a porta do paraíso, Maria mandava que elas entrassem pela janela.
Desde a origem do cristianismo, servir a Maria sempre apareceu aos cristãos como ideal de paraíso. No início da Idade Média era comum a consagração a Maria, e ainda hoje existem epigrafes de catedrais nas quais papas se professam servos da Santa Mãe de Deus, assim como se definiam quais servos dos servos de Deus.
“Ó Maria – invocava Tomas de Kempis no século XV – ô doce mãe de meu Deus, peço-te que te dignes socorrer este pobre servo teu com tua compaixão toda maternal e tua caridade toda doçura”.
Mais tarde essa servidão foi chamada escravidão do amor.
Pode ser Maria e dar Jesus; viver Jesus, vivendo Maria.., ai então a vida é gozo, é paraíso na. terra.
Igino Giordani

Exemplo de amor e de predileção divina.

Gostaria de partilhar com vocês meus amigos e fiéis leitores, a história de uma jovem mãe, que deu seu sim à vida acreditando estar fazendo a vontade de Deus. Em meio a todos os desafios, ela mesmo sabendo que estava com uma doença grave preferiu o filho exercer o direito de viver. É emocionantes a história, e dentro em breve, com certeza teremos uma biografia mais ampla. Pelo que foi possível pesquisar, podemos dizer que ela é um exemplor de amor a Deus e à vida. Segue o texto na íntegra, extraído do Zenit.org

“No último sábado(16), na igreja de Santa Francisca Romana, da capital italiana, foi celebrado o funeral da jovem Chiara Petrillo, falecida (quarta-feira 13) depois de dois anos de sofrimento provocado por um tumor.

A cerimônia não teve nada de fúnebre: foi uma grande festa em que participaram cerca de mil pessoas, lotando a igreja, cantando e aplaudindo desde a entrada do caixão até a saída.

A extraordinária história de Chiara se difundiu pela internet com um vídeo no YouTube, que registrou mais de 500 visualizações em apenas um dia.

A luminosa jovem romana de 28 anos, com o sorriso sempre nos lábios, morreu porque escolher adiar o tratamento que podia salvá-la. Ela preferiu priorizar a gravidez de Francisco, um menino desejado desde o começo de seu casamento com Enrico.

Não era a primeira gravidez de Chiara. As duas anteriores acabaram com a morte dos bebês logo após cada parto, devido a graves malformações.

Sofrimentos, traumas, desânimo. Chiara e Enrico, porém, nunca se fecharam para a vida. Depois de algum tempo, chegou Francisco.

As ecografias agora confirmavam a boa saúde do menino, mas, no quinto mês, Chiara teve diagnosticada pelos médicos uma lesão na língua. Depois de uma primeira intervenção, confirmou-se a pior das hipóteses: era um carcinoma.

Começou uma nova série de lutas. Chiara e o marido não perderam a fé. Aliando-se a Deus, decidiram mais uma vez dizer sim à vida.

Chiara defendeu Francisco sem pensar duas vezes e, correndo um grave risco, adiou seu tratamento para levar a maternidade adiante. Só depois do parto é que a jovem pôde passar por uma nova intervenção cirúrgica, desta vez mais radical. Vieram os sucessivos ciclos de químio e radioterapia.

Francisco nasceu sadio no dia 30 de maio de 2011. Mas Chiara, consumida até perder a vista do olho direito, não conseguiu resistir por mais do que um ano. Na quarta-feira passada, por volta do meio dia, rodeada de parentes e de amigos, a sua batalha contra o dragão que a perseguia, como ela definia o tumor em referência à leitura do apocalipse, terminou.

Mas na mesma leitura, que não foi escolhida por acaso para a cerimônia fúnebre, ficamos sabendo também que uma mulher derrota o dragão. Chiara perdeu um combate na terra, mas ganhou a vida eterna e deixou para todos um testemunho verdadeiro de santidade.

“Uma nova Gianna Beretta Molla”, definiu-a o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, que prestou homenagem pessoalmente a Chiara, a quem conhecera havia poucos meses, juntamente com Enrico.

“A vida é um bordado que olhamos ao contrário, pela parte cheia de fios soltos”, disse o purpurado. “Mas, de vez em quando, a fé nos faz ver a outra parte”. É o caso de Chiara, segundo o cardeal: “Uma grande lição de vida, uma luz, fruto de um maravilhoso desígnio divino que escapa ao nosso entendimento, mas que existe”.

“Eu não sei o que Deus preparou para nós através desta mulher”, acrescentou, “mas certamente é algo que não podemos perder. Vamos acolher esta herança que nos lembra o justo valor de cada pequeno gesto do cotidiano”.

“Nesta manhã, estamos vendo o que o centurião viveu há dois mil anos, ao ver Jesus morrer na cruz e proclamar: Este era verdadeiramente o filho de Deus”, afirmou em sua homilia o jovem franciscano frei Vito, que assistiu espiritualmente Chiara e a família no último período.

“A morte de Chiara foi o cumprimento de uma prece. Depois do diagnóstico de 4 de abril, que a declarou doente terminal, ela pediu um milagre: não a própria cura, mas o milagre de viver a doença e o sofrimento na paz, junto com as pessoas mais próximas”.

“E nós”, prosseguiu frei Vito, visivelmente emocionado, “vimos morrer uma mulher não apenas serena, mas feliz”. Uma mulher que viveu desgastando a vida por amor aos outros, chegando a confiar a Enrico: “Talvez, no fundo, eu não queira a cura. Um marido feliz e um filho sereno, mesmo sem ter a mãe por perto, são um testemunho maior do que uma mulher que venceu a doença. Um testemunho que poderia salvar muitas pessoas…”.

A esta fé, Chiara chegou pouco a pouco, “seguindo a regra assumida em Assis pelos franciscanos que ela tanto amava: pequenos passos possíveis”. Um modo, explicou o frade, “de enfrentar o medo do passado e do futuro perante os grandes eventos, e que ensina a começar pelas coisas pequenas. Nós não podemos transformar a água em vinho, mas podemos começar a encher os odres. Chiara acreditava nisto e isto a ajudou a viver uma vida santa e, portanto, uma morte santa, passo a passo”.

Todas as pessoas presentes levaram da igreja uma plantinha, por vontade de Chiara, que não queria flores em seu funeral. Ela preferia que cada um recebesse um presente. E no coração, todos levaram um “pedacinho” desse testemunho, orando e pedindo graças a esta jovem mulher que, um dia, quem sabe, será chamada de beata Chiara Corbela”.

Tradução: Salvatore Cernuzio

Fonte: http://www.zenit.org/article-30612?l=portuguese acessado em 21 de junho de 2012.

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OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Na nossa vida várias vezes acontece de consolar uma pessoa, de sugerir-lhe a solução adequada para o seu problema e sentimos que aquela palavra não vem de nós mesmos. Agora sabemos que é o Espírito Santo em ação com o dom do Conselho.

Também o dom da Fortaleza está presente e o experimentamos desde o principio. De fato, mesmo se antes éramos bons cristãos, não éramos capazes, pôr exemplo de manter pôr muito tempo o propósito de fazer a vontade de Deus e não a nossa. Depois, percebemos uma transformação. Brota em nós uma força nova, força que nos ajuda a superar todas as dificuldades da vida e que se torna evidente naqueles nossos irmãos que se preparam para concluir a existência terrena.

É então o dom da Fortaleza que nos torna capazes de ir contra a corrente do mundo, de resistir também na dor, que nos ajuda a manter-nos sempre no amor.

É ainda o dom da Ciência que nos ajuda a dar o justo valor aos homens e as coisas, de modo que Deus esteja no primeiro lugar da nossa vida.

Não podemos nos deixar confundir pelas coisas deste mundo, mas pelo contrario, devemos Vê-las como Deus as vê. E mesmo se não estudamos possuímos dentro de nós um conhecimento sobre o verdadeiro valor das coisas.

Em tempos como este em que, devido Ao desenvolvimento das ciências, se corre o risco de quase divinizar, de dar um valor absoluto às coisas, a ponto de fazer delas o objetivo maior da vida, o Espírito Santo nos impulsiona com força a colocar Deus no Primeiro lugar e através do dom da Ciência olhar todo o resto de modo justo, avaliando-o na sua dependência e distância do Criador.

A Piedade é um outro dom especial que podemos ter particularmente para nós que somos chamados a caminhar na estrada do amor. Este nos leva a união com Deus. Para usar uma expressão do evangelho, é a Piedade que transforma o nosso coração capaz de amar. E com o amor ao próximo faz crescer em nós também o relacionamento com Jesus.

Precisamos querer bem verdadeiramente a Deus, a Ele que vive em nossos irmãos. Às vezes sentimos o dever de estar com Jesus para confiar-lhe tudo… O amamos nos nossos irmãos e isto é possível graças ao dom da Piedade que elimina do nosso coração toda forma de dureza e lhes faz adquirir a mansidão.

Os dons do Espírito Santo são aqueles dons que a igreja propõe segundo o texto de Isaias a respeito do ”Espírito do senhor” (cf Is 11, 1-2): “… Espírito de Sabedoria e do Entendimento, Espírito de Conselho e de Fortaleza Espírito de Ciência e de Piedade (…) de Temor do Senhor”.

Certamente será uma grande alegria para cada um descobri-los na nossa vida pessoal e ver que pelo menos alguma vez os experimentamos. Vejamos então se os possuímos.

“O primeiro e o mais sublime desses dons – diz João Paulo II – é o da Sabedoria que é uma luz que se recebe do Alto. (…) É um conhecimento impregnado de caridade, graça ao qual a alma adquire, por assim dizer, familiaridade com as coisas divinas e as sabedorias”.

Quando amamos “vemos”, entendemos os fatos com os olhos de Deus, possuímos uma luz que nos faz entender os planos de Deus sobre nós e sobre as outras pessoas. Esta luz (que se possui quando se ama) é a Sabedoria.

Depois, ha o dom do Intelecto ou Entendimento, através do qual o Espírito Santo abre o nosso coração e nos faz entender o desígnio do amor de Deus.

É mediante o dom do intelecto que podemos entender o Evangelho como ele é, sem ter medo da verdade. Pôr exemplo, quando lemos “ama o teu próximo como a ti mesmo”, entendemos que aquele “como” significa “como” e não “quase como…”.

É ainda em virtude deste dom e também do dom da Sabedoria que compreendemos o sentido da nossa vida, o plano de Deus sobre cada um de nós. É graças a ele que se fala e se descobrem os sinais dos tempos nos acontecimentos da História da Humanidade.

E ainda, precisamos ser bem orientados interiormente para conseguirmos viver o Evangelho e para orientar também os outros. Para isso o Espírito Santo nos doou o dom do Conselho. É muito necessário tê-lo. Vemos que Ele nos doa com generosidade também este dom.

É por causa do amor ao próximo, exercitado quotidianamente, que as pessoas conhecem e encontram Deus também no Intimo do próprio coração, naqueles momentos de união com Ele que se pode ter desde o inicio da vida espiritual e que são expressão do dom da Piedade.

Pôr fim, o Temor de Deus. Este não é medo, mas vontade de recomeçar. Este e o dom que o Espírito Santo nos dá depois de cada vez que “caímos”, que erramos.

Não queremos jamais sair fora da Vontade do Deus, não queremos ofender a Deus (porque nos sentimos imensamente amados) pôr nada neste mundo.

Quando este dom está presente reconheceremos o mal que cometemos e nos assustamos diante do que mereceríamos.

Assim como o coração bate sempre, também nós, devemos recomeçar sempre. A nossa vida deve ser um continuo palpitar, devemos dizer constantemente: recomeço, recomeço, recomeço.

Este “recomeçar sempre”, demonstra a consciência do próprio nada e a confiança total em Deus. E este é o Temor de Deus.

Podemos assim conhecer melhor o Espírito Santo, ter uma maior consciência que Ele estar sempre ali, pronto a nos ajudar, a nos guiar, a nos manter no verdadeiro amor.

Esperamos que deste modo possamos aprofundar, intensificar ainda mais o nosso relacionamento pessoal com Ele, para que nos guie na nossa Santa Viagem (que é tornasse santo, como Ele é Santo), e nosso empenho cada vez maior de construir um mundo unido.

Fonte:http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com.br/2010/01/os-efeitos-e-dons-do-espirito-santo.html

Os Efeitos do Espírito Santo em nossa vida

Às vezes, é fácil para nós dirigir-nos a Jesus, a Deus-Pai, a Maria. Porém, sentimos a exigência de ter um relacionamento mais pessoal com o Espírito Santo. E vocês sabem que para criar um relacionamento pessoal com alguém, ate mesmo com uma pessoa humana, é preciso antes de tudo que a conheçamos.

O Espírito Santo é aquele que nos dá vida nova. Que penetra em nossas idéias, no nosso coração, na nossa cultura… E faz com que a lei de Deus se imprima em nossos corações.

É Ele que faz com que coloquemos Deus em primeiro lugar na nossa vida e que todo os nossos interesses, afetos, etc… Se concentrem Nele.

É o Espírito Santo que nos apresenta o cristianismo em toda a sua radicalidade e nos impulsiona a vivê-lo.

É Ele ainda que nos leva a descobrir  Deus como Pai, a sentir o mesmo relacionamento de amor que liga Jesus ao Pai.

Que nos leva a ser como os primeiros cristãos: “um só coração e uma só alma”, a fazer a comunhão de bens materiais e espirituais, etc…

Que suscita em nós a sede da Palavra de Deus e leva-nos a participar da eucaristia.

E Ele que faz-nos sair do esconderijo do nosso Eu e concentrar os nossos esforços em viver o mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros…”

O Espírito Santo doa a alegria: Mas qual a alegria?

Aquela que Jesus prometeu: “para que tenha em si a plenitude da minha alegria” (Jo 17,13). Ela faz parte da vida verdadeiramente cristã. Olhemos o mundo que nos rodeia: quanta apatia, quanto tédio, quanta tristeza, quanta sede, quantas loucuras para encontrar a felicidade! O que é fenômeno da droga? O que é esta embriagues de filmes, de televisão? Porque estas revoltas no mundo? E as guerras? Tudo isto demonstra a sede de justiça, de paz, de felicidade. O coração humano é feito para a alegria! E Deus revelou aos cristãos e revela ainda hoje onde está a fonte da alegria.

E finalmente, é Ele que nos dá a possibilidade de recolher os frutos do cristianismo pelos dons maravilhosos que nos dá.

Fonte:http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com.br/2010/01/os-efeitos-e-dons-do-espirito-santo.html

Significado da água benta

O QUE SIGNIFICA A ORAÇÃO? (2ª Parte)

“A forma substancial
Este relacionamento entre nós e Jesus se estabelecerá se conseguirmos realizar “uma escolha de Deus”, que consiste em colocá-Lo no primeiro lugar da nossa existência, em todas as nossas ações. Assim, as orações se tornarão “oração”, se tornarão a maneira substancial de rezar, porque nelas se exprimirá profundamente o ser humano no seu relacionamento com Jesus.
Podem ser vários os modos de rezar. Um tipo de “oração mental” é a meditação, que se faz seguindo diferentes métodos. Um dos mais simples é a leitura lenta e meditativa da Sagrada Escritura ou de escritos de santos. Mas, independentemente de qualquer método como é feita, a meditação deve ser uma ocasião para se encontrar um momento de quietude, de tranqüilidade com Jesus. Pode acontecer que durante esse momento nos sobrevenham preocupações; então falaremos com Jesus, dizendo-lhe: “Ocupa-Te Tu, eu não posso fazer nada, o que posso fazer é somente falar contigo”. E a este tipo de oração podemos chamá-la de “oração de súplica”, “oração de pedido”.
Mas, substancialmente, mesmo quando existe a súplica, a oração deve ser sempre de abandono, isto é, mesmo quando pedirmos alguma coisa, deveremos nos abandonar àquilo que Jesus quer. Se existirem experiências dolorosas, seja na nossa vida ou naquela de pessoas que nos são caras, confiaremo-lhe com tranqüilidade, porque sabemos que Ele nos ama e ama a todos as pessoas, muito mais do quanto podemos imaginar.
Certamente, a mais bonita oração, é aquela de quem é consciente de que Jesus conhece os seus problemas, as suas dificuldades, as suas necessidades e por isso se abandona em uma conversa íntima com Ele, em um estado de doação, de total entrega de si, de alegria pelo encontro que é possível manter com Ele (diz o Evangelho: “O Pai sabe daquilo que vocês têm necessidade, antes mesmo que Lhe seja pedido”: cf. Mt 6, 8). Rezar é dizer a Jesus, e Nele, à Santíssima Trindade: eis, Tu conheces todas as dificuldades que tenho, Tu conheces a minha miséria, a minha pouca fé, Tu conheces as minhas faltas, as dores e as dificuldades que encontro na vida: agora quero estar contigo e contemplar-Te.
O retorno a casa
É o momento no qual se sai de uma realidade contingente que nos afadiga e nos faz sofrer, para entrarmos em contato com Ele, para encontrá-Lo, para viver na nossa casa. De fato, a casa de cada um de nós é a Trindade – o Pai, o Filho, o Espírito Santo, e Neles, Maria e todos os santos. E nós, que vivemos imersos em um mundo que nos parece real, mas ao contrário, é apenas aparente, finalmente poderemos retornar à nossa casa, ao nosso verdadeiro mundo: o mundo da Trindade. A oração será o momento mais bonito da nossa vida terrena, porque naquele momento, conscientemente, viveremos em companhia do Pai, do Filho, do Espírito Santo e de Maria.
            Esta contemplação não quer dizer evasão da vida concreta; mas é a verdadeira vida, que nos possibilitará afrontar como cristãos a realidade concreta de todos os dias, com os seus desafios, as suas tribulações, as agitações, o cansaço físico, enfim, com todos os problemas, que poderemos nos deparar, mas que já saberemos afrontar, exatamente por já termos vivido por um momento, por meia hora que seja, na meditação, a nossa verdadeira vida: este colóquio com Jesus.
Pasquale Foresi (Chiaretto)

Continua…”

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/12/o-que-significa-oracao-2-parte.html

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