Educação familiar

Estamos iniciando o mês de férias e é chegado o momento dos pais terem um pouco mais de contato com seus filhos. Como sacerdote me preocupo com o futuro de nossos jovens. Tenho visto em tantas realidades familiares crianças que em nome de uma educação sem repressão mandam em seus pais e não tem limites. Sou ainda jovem, mas sou do século passado e sou muito grato pela educação que recebi. Talvez você amigo leitor não concorde comigo, mas vou postar um vídeo que editei e postei no meu canal do youtube, onde fazemos uma reflexão sobre a educação familiar.

Trata-se de um pedido de uma criança aos seus pais. Uma criança um tanto consciente dos seus limites e possibilidades de fracassos. Temos possibilidade de mudar nossa realidade se soubermos ler as entrelinhas de nossos relacionamentos com aqueles que amamos. De nada adianta trocar presença com presentes, permissivismo ao invés de educação.

Hoje nos preocupamos muito com o mundo que deixaremos para os nossos filhos, e creio que a pergunta que deveríamos fazer seria: ” que filhos deixaremos para o mundo futuro?” Se deixarmos pessoas frágeis e sem limites, teremos uma dívida imensa com a humanidade.

Boas férias a todos.

Pe. David

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OS CARISMAS DOS SANTOS

Devemos fazer-nos filhos dos santos, para que em nossa alma passe algo do carisma que receberam de Deus para a humanidade e também para que possa­mos usufruir dele, tornando preciosos todos os momentos do nosso dia e assemelhando-nos cada vez mais a Maria, a cheia de graça! No mundo, muitas pessoas desejam ardentemente fazer o bem. Mas existe bem e bem. Alguns fazem o bem à própria família, aos parentes, aos amigos. Outros vão além e fazem o bem à sociedade do seu tempo, talvez durante toda a sua vida. Contudo, existe alguém que faz o bem mesmo após a morte, durante anos e anos, até séculos: este alguém é o santo, só ele, pois não é mais ele que vive, mas Deus nele. Se hoje recebemos tantos incentivos para fazer o bem ao lermos as obras dos santos de muitos séculos atrás, é porque eles permaneceram em seus escritos continuando a fazer o bem com palavras que exalam o perfume de verdades eternas.Santa Teresa d’Ávila, nas Fundações, conta que sempre teve “pressa”, como se o fogo lhe ardesse sob os pés. Santa Joana d’Arc, assim foi testemunhado, sempre teve “pressa” nas suas batalhas, como se o inimigo a perseguisse por toda parte. É a inspiração de Deus que acossa os seus santos e não dá trégua, enquanto a obra não for realizada. No mundo, ao contrário, as coisas andam tão devagar que todos acreditam que aqui se meça o tempo com o metro da eternidade, como se todos não tivessem de morrer. Santa Catarina agora está lá, na rua que sempre per­corria para ir do Convento de Santa Maria de Minerva a São Pedro, em um monumento que parece um altar e a define como «honra da pátria e defesa da religião». Está lá para nos revelar a glória imorredoura que a envolve agora no Céu por ter dado cada gota de sangue pela Igreja.Crescer no amor de Deus, mergulhar na oração, olhos cerrados, a mão na mão de Teresa, a Grande, a quem o Senhor concedeu o dom da oração, não só para ela, mas para muitos, inclusive para nós: eis a grande experiência que poderemos fazer. É nos encontraremos com a Majestade de Deus nas sete mansões. Na Vida de santa Teresa de Jesus, escrita por ela mesma, a santa parece um ostensório que expõe Deus ao mundo das almas sedentas de contemplação. Deus em alto-relevo, uma fotografia sua em três dimensões, a realidade do Amor. São João da Cruz! E o ouro, a plenitude de Deus reaparece na terra no “nada, nada, nada” de um santo. Enquanto alguns procuram demonstrar a origem meramente terrena cio homem, é preciso viver na terra a nossa dignidade de filhos de Deus em plenitude. Esta é a melhor, a mais concreta e indiscutível demonstração dos absurdos, filhos do ateísmo. Os santos experimentaram êxtases, arrebatamentos, vôos do espírito. Contudo, para considerá-los santos, a Igreja olhou para as suas virtudes heróicas. Mas isto, mesmo nos dando a direção, não nos deve dispensar do ato de admirar nos santos estas antecipações de Paraíso, estes fenômenos extraordinários que são, por si mesmos, uma demonstração tangível de Deus.

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/02/os-carismas-dos-santos.html

É BELA E ASSAZ SUBLIME A VIRGINDADE


Pureza

É bela e assaz sublime a virgindade porque através dela,
o homem doa a Deus aquilo que de melhor ele possui:
A possibilidade de continuar sua vida terrena
em seus filhos (e trata-se de uma necessidade
do homem, pela qual ele sente o dever de permanecer).
O virgem se desprende da terra como uma flor
que não deseja amadurecer em frutos nesta vida
para levar sua semente debaixo da terra.
Ele eleva-se ao Céu para lá poder florescer perenemente.
O virgem testemunha Deus com a sua virgindade,
porque aqui na terra não existe motivos para permanecer virgem.
A motivação é toda celeste.

Chiara Lubich

Resolvi partilhar com vocês um texto de Chiara Lubich sobre a Virgindade, pois como cristãos comprometidos com o Evangelho precisamos dar testemunho da riqueza de sermos consagrados.
forte abraço a todos.

Encontro mundial com as famílias

As Virtudes Cardeais

Virtudes cardeais quer dizer virtudes centrais, fundamentais, orientadoras. É o mesmo que virtudes morais. São quatro como quatro são os pontos cardeais, as estações do ano, os lados da cruz, os alicerces da casa, os pés da mesa e da cama. A quaternidade para Jung é símbolo da perfeição. Eis as virtudes:

Prudência. É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem. Prudência é o mesmo que sabedoria, previdência, precaução. O prudente é previdente e providente. É pessoa que abandona as preocupações e abraça as soluções. Deixa as ilusões e opta pelas decisões. Rejeita as omissões e se empenha nas ocupações. O lema dos prudentes é: “Ocupação sim, preocupação não.” A prudência coloca sua atenção na preparação dos fatos e eventos e nunca na precipitação nem no amadorismo ou improvisação. Ciência sem prudência é um perigo.

Temperança. É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a continência, a castidade, a sobriedade, o desapego. É próprio da temperança o cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.

Fortaleza. Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na história da Igreja. Hoje a fortaleza nos leva a enfrentar a depressão, o stress, o câncer, a AIDS, os golpes da vida. Grandes são os conflitos humanos, porém maior é a força para superá-los. A vida é luta renhida, dizia nosso poeta e a fé é um combate espiritual. “Coragem, Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

Justiça. Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15). Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade.

Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina

fonte: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=As_Virtudes_Cardeais

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