FAÇA TEOLOGIA NA PUC-GO

Diletos amigos,

O curso de Teologia do Instituto Santa Cruz

agora é PUC-GO.

Você que sempre teve vontade de conhecer as razões de sua fé, bem como você que já trabalha na sua comunidade e sempre quis fazer um curso superior de Teologia, agora chegou a sua vez.

Com um preço acessível e um horário articulado para alcançar pais e mães de família, abrimos hoje as incrições para o Vestibular 2013/1.

Queremos alcançar nossa meta de formar cristãos comprometidos com o Evangelho e com a missão evangelizadora, bem como homens e mulheres abertos ao diálogo com o mundo contemporâneo sendo testemunhas de Jesus Cristo.

Venha fazer parte deste grupo.

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APRENDER COM AS CRIANÇAS

“Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.” (Mc 10,14)

Jesus sempre surpreende com o seu modo de agir e de falar. Ele se distancia da mentalidade comum que considerava insignificantes as crianças sob o ponto de vista social. Os apóstolos não querem que elas fiquem perto dele, do mundo dos “adultos”: elas só iriam atrapalhar. Também “os sumos sacerdotes e os escribas ficaram indignados, ao ver […] as crianças que gritavam no templo: “Hosana ao Filho de Davi!” e pediram que Jesus restabelecesse a ordem. Mas Jesus tem uma atitude completamente diferente: chama as crianças, as abraça, estende as mãos sobre elas, as abençoa e as coloca até mesmo como modelo para os seus discípulos: “… a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”

Em outra passagem do Evangelho Jesus diz que, se não nos convertermos e não nos tornarmos como crianças, não entraremos no Reino dos Céus.

Mas por que o Reino de Deus pertence a quem se assemelha a uma criança? Porque a criança se abandona confiante aos cuidados do pai e da mãe: crê no amor deles. Quando está nos braços deles, se sente segura, não tem medo de nada. Mesmo quando percebe algum perigo ao seu redor, basta que ela abrace com mais força o pai ou a mãe para logo se sentir protegida.

Às vezes pode parecer que até mesmo o pai deixa o filho em dificuldades: por exemplo, para tornar mais emocionante um salto. Mesmo assim a criança se joga, confiante.

É assim que Jesus quer o discípulo do Reino dos Céus. Assim como a criança, o cristão autêntico acredita no amor de Deus, se lança nos braços do Pai celeste, tem uma confiança ilimitada nele; nada mais lhe faz medo, porque nunca se sente só. Mesmo nas provações, ele crê no amor de Deus, acredita que tudo aquilo que acontece é para o seu bem. Quando tem uma preocupação, ele a entrega ao Pai e, confiante como a criança, tem certeza de que Ele tudo resolverá. Assim, como uma criança, o cristão se abandona

completamente nele, sem pensar muito.

“… a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”

As crianças dependem dos pais em tudo: comida, roupa, casa, cuidados, instrução… Também nós, “crianças evangélicas”, dependemos em tudo do Pai: ele nos alimenta como alimenta os pássaros do céu, nos veste como veste os lírios do campo, conhece e nos dá aquilo de que precisamos, ainda antes que nós o peçamos. Até mesmo o Reino de Deus, não somos nós que o conquistamos; nós o recebemos como um dom das mãos do Pai.

E ainda mais: a criança não pratica o mal porque nem o conhece. O discípulo do Evangelho, quando ama, evita o mal, mantém-se puro e volta a ser inocente. A criança, não tendo experiência, enfrenta a vida confiante, como numa aventura sempre nova. A “criança evangélica” põe tudo na misericórdia de Deus e, esquecendo o passado, começa a cada dia uma vida nova, disponível diante das sugestões do Espírito, sempre criativo. A criança não aprende a falar sozinha, tem necessidade de alguém que a ensine. O discípulo de Jesus não segue os próprios raciocínios, mas aprende tudo da Palavra de Deus, até o ponto de falar e viver conforme o Evangelho.

O filho tende a imitar o próprio pai. Quando alguém lhe pergunta o que vai ser quando crescer, muitas vezes ele diz que seguirá a profissão do pai. Assim também a “criança evangélica” imita o Pai celeste que é o Amor, e ama como Ele ama: ama a todos, porque o Pai “faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos” ; toma a iniciativa no amor, porque Ele nos amou quando éramos ainda pecadores; ama gratuitamente, sem interesses, porque o Pai celeste faz assim…

É por isso que Jesus gosta de estar rodeado pelas crianças e as apresenta como modelo:

“Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”

De fato, as crianças nos surpreendem continuamente. “Ontem papai me pediu que eu fosse ao depósito para pegar uma coisa”, me escreve Betty, uma menina de 6 anos, de Milão (Itália). “Estava escuro e desci os degraus com medo. Então rezei a Jesus e senti que ele estava perto de mim”.

Irene, Hilária e Laura, três irmãzinhas, de Florença (Itália), vão de carro com a mãe ao supermercado. Passando na frente da casa do avô, pedem para ir vê-lo. “Vão vocês — diz a mãe — eu espero aqui”. Quando elas voltam, perguntam: “Por que você não foi com a gente?” E ela: “O avô me tratou mal. Assim ele aprende!” E Hilária: “Mamãe! Nós devemos amar a todos, até mesmo os inimigos…” A mãe não sabe o que responder. Olha para a filha e sorri: “Vocês têm razão; me esperem aqui”! E vai sozinha falar com o avô.

Podemos aprender das crianças como acolher o Reino de Deus.

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/03/aprender-com-as-criancas.html

A PALAVRA GER A VIDA – PARTE II

” Após viver durante cinco ou seis anos as palavras do Evangelho, percebemos claramente que elas se assemelhavam: havia algo de comum entre todas; cada uma diria valia tanto quanto qualquer outra, porque os efeitos produzidos nas almas que as viviam eram idênticos, não importando qual fosse a palavra vivida. Por exemplo, para viver a palavra: “Quem vos ouve a mim ouve…”, não ficávamos esperando encontrar algum bispo ou superior para colocá-la em prática, mas a nossa vida toda, cada segundo da nossa existência, se transformava em obediência àquilo que os sacerdotes nos haviam ensinado através do catecismo, ou àquilo que havíamos aprendido de Deus e depois submetido à Igreja. De modo que, viver esta palavra equivalia a viver todas as outras, como as palavras que pedem para fazer a vontade de Deus, ou amar a Deus ou ao próximo. Por isso, tudo ia se tornando mais simples.

A esta altura, poderia parecer supérfluo continuar este costume de focalizar em cada semana uma palavra; todavia e esta pode ser uma experiência de todos, se correspondermos à graça Deus trabalha as almas e às vezes manda tão sublimes dons de luz que se tem a impressão de receber uma compreensão mais profunda do Evangelho.

Sob a influência destas graças, descobre se no Evangelho, por exemplo, que toda a vida de Jesus está orientada ao Pai. E então se lê o Evangelho com um novo interesse e se orienta a nossa vida também naquela direção.

Podem ainda sobrevir graças de trevas escuras como o inferno, onde se duvida de tudo. E a maior dúvida é contra a lógica do Evangelho. Dizemos a nós mesmos – ou melhor, alguém com uma luz diabólica nos insinua: Se voltar a amar, você verá novamente, E então entrará outra vez no sistema, na vida sobrenatural, que por sua vez será um perigo para a sua liberdade; portanto: Detenha se. Não ame e você será você mesmo… 0 demônio faz de tudo para que não amemos. Mas, se resistirmos e fizermos exatamente o contrário daquilo que a tentação sugere, eis que se abrirá diante dos olhos da alma uma visão ainda mais profunda do Evangelho, Então descobri-lo-emos como o único Livro da Vida, entendendo que jamais conseguiremos compreender – “qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade…” da palavra.. Deste modo, o Evangelho permanece o livro eterno do nosso alimento espiritual.”

Chiara Lubich

Sínodo da Palavra – Uma guia essencial ao Livro dos livros

Inserida entre as iniciativas na abertura do Sínodo dos Bispos dedicado à “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, no dia 1º de outubro realizou-se em Roma, na Rádio Vaticano, a apresentação do livro “Guia essencial à Bíblia Sagrada” durante a qual falou o secretário do Sínodo, Dom Nikola Eterovic.

Inserida entre as iniciativas na abertura do Sínodo dos Bispos dedicado à “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, no dia 1º de outubro realizou-se em Roma, na Rádio Vaticano, a apresentação do livro “Guia essencial à Bíblia Sagrada” durante a qual falou o secretário do Sínodo, Dom Nikola Eterovic. O autor em seguida definiu assim a obra:“A Igreja deseja, guiada pelo Santo Padre Bento XVI, colocar-se em religiosa escuta da Palavra de Deus. Deus sempre fala e deseja falar também a nós hoje, sobretudo através de Jesus Cristo e do Espírito Santo”. “Eu espero que seja uma válida ajuda para muitos para ler a Bíblia, livro traduzido em muitas línguas, o mais traduzido no mundo, mas infelizmente não lido adequadamente”. “Esta è precisamente uma iniciação, o Abc para aproximar-se do Livro dos livros”.

O Povo tem Pouco Acesso à Bíblia

Acontecerá em Roma de 5 a 26 de outubro de 2008 o XII Sínodo dos Bispos.
O tema escolhido pelo Papa Bento XVI é: “A Palavra de Deus na vida e na Missão da Igreja”. Foi elaborado o Documento (Lineamenta) que é um estudo em preparação ao grande evento.

Vamos enfocar as questões e oferecer algumas conclusões práticas. Se o povo tem pouco acesso à Bíblia, precisamos deflagrar uma “mobilização bíblica” para sermos discípulos missionários. Bíblia na mão, no coração e pés na missão.

1. O Documento afirma: “são graves os fenômenos de ignorância que muitos cristãos têm em relação à Bíblia” (n.º 4). Sofremos na Igreja de uma ignorância bíblica, de um analfabetismo bíblico. Infelizmente esta é uma realidade grave, diz o Documento. Portanto, “torna-se urgente a necessidade de conhecer a Palavra de Deus e alargar o encontro com a Sagrada Escritura.” Fixemos estas duas palavras: ignorância e urgência. Constata-se a ignorância bíblica e propõe-se a urgência do acesso à Bíblia, para que a Palavra seja conhecida, servida, amada, aprofundada e vivida na Igreja.

2. Mais contundentes são estas quatro fortes afirmações: a finalidade do Sínodo é reforçar a prática do encontro com a Palavra de Deus, fonte de vida. Segunda, fazer com que os fiéis tenham amplo acesso à Bíblia. Terceira, dar ao povo uma Palavra que seja pão. Quarta, sublinhar a experiência com a Palavra de Deus em ato. Estas quatro finalidades do Sínodo estão focalizadas na direção do acesso à Bíblia, ou seja, oferecer oportunidade de o povo ter a Palavra de Deus em suas mãos e saber interpretá-la para bem vivê-la e anunciá-la (cf. Lineamenta, n. 5).

3. Nesta mesma direção o Documento recorda que desde a Dei Verbum, ou seja, desde o Concílio Vat. II se pede “um encontro com o Livro Sagrado”. Mas no n.º 15 há como que duas queixas: Primeira, a “Palavra de Deus circula pouco” no meio do povo. Segunda, “ainda não se favorece de modo adequado o encontro com o Livro Sagrado”. Estas duas constatações indicam que temos um longo caminho a percorrer até que nosso povo tenha o hábito de ter a Bíblia na mão e na vida.

4. É preciso reconhecer que “o maior dever da Igreja é passar a Palavra a todos” (n. 23).  E ainda, “tem papel importante na evangelização o encontro direto com a Sagrada Escritura”. Em outras palavras, o Documento volta a insistir sobre a necessidade urgente de o povo ter contato direto com a Bíblia. A Pontifícia Comissão Bíblia constata que é motivo de alegria ver a Bíblia nas mãos de gente humilde e pobre e (cf. Lineamenta, n.º 25, pág.36). É bom sabermos que existe esta manifestação de nossos biblistas maiores para fundamentar ainda mais a necessidade de uma mobilização bíblica. O Papa Bento XVI convida os jovens a terem “familiaridade com a Bíblia e a tê-la ao alcance das mãos” (n.º 25). Como vemos, é grande a insistência sobre o acesso à Bíblia.

5. Outra passagem do Documento que torna a fazer um forte apelo para que o povo tenha contato direto com a Bíblia é o n.º 27. O texto insiste: ”é necessário que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura”. Logo em seguida diz: “Temos que admitir que a maioria dos cristãos não têm contato efetivo e pessoal com a Bíblia”. Ressaltamos aqui a afirmação que a “maioria dos cristãos” não tem contato com a Bíblia. O Documento recorda ainda que a Federação Bíblica Católica, fundada por Paulo VI tem por objetivo difundir o texto da Bíblia e que esta difusão tem que levar em conta inclusive o preço acessível para a aquisição da Bíblia.

6. Por fim temos uma belíssima alusão a respeito do conhecimento da Sagrada Escritura. Assim afirma o Documento (n.º 34): “O conhecimento da Sagrada Escritura é obra de um carisma eclesial que é posto nas mãos dos crentes abertos ao Espírito Santo”. Portanto, é carisma da Igreja colocar a Palavra de Deus nas mãos do povo, facilitar o acesso de todos os fiéis à Bíblia. Daí a necessidade de uma mobilização bíblica para a primavera da Igreja.

Dom Orlando

Fonte: http://www.cnpf.org.br/novo_site/artigos/artigo.asp?id=500

ORIGEM E FORMAÇÃO DA BÍBLIA – 02

2. A tradição oral e a tradição escrita

A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico. Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul.

A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi. A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito. Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica. A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.

Fonte:

http://www.presbiteros.com.br/Biblia/Origem.htm

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