A VIDA DE UM SANTO

ESSE VIDEO NARRA UM POUCO DA HISTÓRIA DE NOSSO AMIGO KAROL

SER ORAÇÃO VIVA

Caríssimos irmãos (ãs),

Devemos melhorar sempre, em cada momento da nossa vida e em cada uma das suas expressões particulares.

Para nos ajudar nisso, veremos hoje como melhorar o nosso relacionamento com Deus. Como sabemos, a nossa espiritualidade, que é a um só tempo pessoal e comunitária, nos faz projetar o nosso amor verticalmente, como hoje se diz, em direção a Deus, e horizontalmente em direção ao próximo. E a santidade, que disso deriva, depende da presença equilibrada destes dois tipos de amor.

Para alguns (como revela a tendência ao ativismo que por vezes temos) é mais fácil desenvolver principalmente a dimensão horizontal do amor e – talvez – não igualmente aquela vertical.

É verdade que normalmente oferecemos ao Pai tudo aquilo que fazemos: é por Ele que amamos, trabalhamos, sofremos, rezamos… Todavia, se por um lado o nosso contínuo “fazer-nos um” com o próximo muitas vezes nos leva a amá-lo também com o coração, por outro estamos convencidos de amarmos também a Deus não só com a vontade, mas também com o coração?

No final da nossa vida não nos apresentaremos a Deus acompanhados por outras pessoas, pela nossa comunidade; nós nos apresentaremos sozinhos. E estamos certos de que, naquele momento, todo o amor recolhido no nosso coração durante a nossa existência transbordará espontaneamente – como seria lógico – sobre aquele a quem sempre deveríamos ter amado, que encontraremos e que nos julgará?

Ou seja, será que também nós, pelos menos um pouco, poderemos pronunciar palavras semelhantes àquelas de Santa Teresa d’Ávila, próxima à morte, como conseqüência lógica da sua vida de amor: “Meu Senhor e meu Esposo, chegou a hora tão desejada. É hora de nos vermos, meu Amado e Senhor. (…) Chegou a hora em que a minha alma poderá deliciar-se convosco como sempre sonhei”?

Será que no nosso coração existe algo que se assemelhe a esta aspiração, a este anseio? Também para nós chegará esse momento e, recordando-nos disso, é importante desde já procurar aprofundar melhor e ao máximo o nosso relacionamento com Deus.

Durante os exercícios espirituais feitos com os responsáveis regionais, em outubro do ano passado, surpreendeu-me um fato. Tendo estabelecido um momento de silêncio e de solidão para todos durante a manhã, muitos me exprimiram a alegria por terem encontrado imediatamente a plena união interior com Deus.

Sem dúvida era o efeito de terem amado constantemente os inúmeros próximos em quem serviram a Jesus por anos e anos. Porém, penso que eles ainda não tinham feito a forte experiência da grande verdade que: quanto mais a plantinha da nossa união com os outros cresce, mais se aprofunda a raiz do nosso amor por Deus.  E assim, graças ao amor vivido horizontalmente, eles agora encontravam no próprio coração o amor vertical, a união com Deus. De fato, podemos amar como servos e fazer tudo aquilo que o patrão deseja sem lhe dirigir a palavra. Ou podemos amar como filhos, com o coração plenificado pelo Espírito Santo de amor e de confiança no Pai.

Esta confiança nos leva a conversar sempre com Ele, a dizer-lhe tudo de nós: os nossos propósitos, os nossos projetos; é uma confiança, um divino desejo pelo qual esperamos ansiosos pelo momento dedicado exclusivamente a Deus, para nos colocarmos num contato profundo com Ele.

É a oração, a oração verdadeira! É a ela que devemos buscar até nos tornarmos oração viva.

Existe uma bela frase do teólogo Evdokimov a propósito da oração: “Não basta fazer a oração, é preciso tornar-se, ser oração, construir-se em forma de oração…”.

Edificar-se em forma de oração, ser oração, como Jesus quer, pois Ele disse: “Orai a todo o momento” (Lc 21, 36).

Eu creio que no coração de muitos de nós está depositado um verdadeiro patrimônio de amor sobrenatural que pode transformar a nossa vida em autêntica oração, que pode nos construir em oração. Trata-se de recolhê-lo nos momentos oportunos.

Neste próximo período empenhemo-nos então a dialogar freqüentemente com Deus, inclusive em meio à nossa atividade. Procuremos melhorar exatamente nesse ponto.

O fato de dizer “por ti” antes de cada ação já a transforma em oração. Porém, isso não é suficiente. Durante o mês que vem, vamos iniciar um diálogo intenso com Ele sempre que for possível. Somente assim é que no final da nossa vida poderão desabrochar dos nossos lábios expressões de amor a Deus semelhantes às dos santos.

Chiara Lubich

Fonte: Blog voluntário de São Paulo.

OLHAR TODAS AS FLORES

Os cristãos, que almejam à perfeição, geralmente, buscam a união com Deus presente em seus corações.

Encontram-se como em um grande jardim florido, onde olham e admiram só uma flor. Olham-na com amor, nos detalhes e no todo, mas não prestam tanta atenção às demais flores.

Deus — graças à espiritualidade coletiva que nos deu — pede que olhemos todas as flores, pois em todas ele está. Assim, observando-as todas, é a ele que amamos, mais do que a cada uma das flores. Deus, que em mim reside, que a minha alma plasmou, que, sendo Trindade, nela repousa, também reside no coração dos irmãos.

Portanto, não basta que eu o ame só em mim. Se é assim que faço, meu amor ainda mantém um quê de pessoal e está inclinado ao egoísmo perante a espiritualidade que sou chamado a viver. Amo Deus em mim e não Deus em Deus, porquanto a perfeição é: Deus em Deus.

Por conseguinte, a minha cela — como dizem as almas íntimas de Deus — o meu céu — como dizemos nós — está em mim e, do mesmo modo que está em mim, está na alma dos irmãos. E, como o amo em mim, ao recolher-me nesse meu céu quando estou só, amo-o no irmão quando ele está junto de mim.

Então, não amo somente o silêncio, amo também a palavra, isto é, a comunicação de Deus em mim com Deus no irmão. Se os dois céus se encontram, existe aí uma única Trindade, em que os dois estão como o Pai e o Filho e, entre eles, o Espírito Santo.

É necessário, sim, recolher-se sempre, inclusive na presença do irmão sem, contudo, esquivar-me da criatura, mas recolhendo-a no meu próprio céu e recolhendo-me no céu dela.

Dado que esta Trindade reside nos corpos humanos, aí reside Jesus, o Homem-Deus.

E entre nós dois realiza-se a unidade, na qual somos um, sem, no entanto, estarmos sós. E aqui está o milagre trinitário e a beleza de Deus que não está só porque é Amor.

Quando, então, a alma, o dia inteiro, de bom grado perdeu Deus em si, a fim de se transferir para Deus no irmão (porque um equivale ao outro, como duas flores daquele jardim são obra do mesmo Criador), e assim tiver feito por amor a Jesus crucificado e abandonado, que perde Deus por Deus (e justamente Deus em si por Deus presente ou nascituro no irmão…), ao voltar-se a alma a si mesma, ou melhor, para Deus em si (porque estando só, recolhida na oração ou na meditação), reencontrará a carícia do Espírito Santo que — sendo Amor — é Amor verdadeiro, pois Deus não pode faltar à sua palavra e dá a quem deu; dá amor a quem amou.

Desse modo, desaparecem as trevas e a infelicidade junto com a aridez e todas as coisas amargas, perdurando apenas o gáudio pleno prometido a quem tiver vivido a Unidade.

O ciclo está completo.

Devemos dar vida continuamente a estas células vivas do Corpo Místico de Cristo, que são os irmãos unidos em seu nome, para reavivar todo o Corpo.

Olhar todas as flores é ter a visão de Jesus, de Jesus que, além de ser a Cabeça do Corpo Místico, é o tudo: toda a Luz, a Palavra, enquanto desse Corpo somos apenas palavras. Todavia, se cada um de nós se “perde” no irmão e forma com ele uma célula (célula do Corpo Místico), que se torna Cristo total, Palavra, Verbo. É por isso que Jesus diz: “…Eu lhes dei a glória que Tu me deste…” (Jo 17,22).

Mas é preciso saber perder Deus em si mesmo por Deus nos irmãos. Faz isto quem conhece e ama Jesus crucificado e abandonado.

E quando a árvore estiver toda coberta de flores —quando o Corpo Místico estiver completamente reavivado —  refletirá a semente da qual nasceu. Será una, porque todas as flores serão unas entre si, da mesma forma que cada um é uno em si mesmo. Cristo é a semente. O Corpo Místico é a copa.

Cristo é o Pai da árvore. Jamais foi tão Pai como no abandono em que nos gerou filhos seus; é no abandono que ele se anula, mas permanece: Deus.

O Pai é raiz para o Filho. O Filho é semente para os irmãos.

E foi também Maria, a Desolada, no consentimento tácito que a faz Mãe de outros filhos, co-redentora, quem lançou esta semente no céu; e a árvore floriu e floresce de contínuo na terra.

Chiara Lubich

 

In: (Abba — Revista de Cultura — Volume 1- número 2, 1998)

Novo link no Youtube sobre João Paulo II

Em vista  da beatificação do Papa João Paulo II, que acontecerá no próximo 1° de maio, foi lançada hoje no Facebook uma pagina dedicada a ele, www.facebook.com/vatican.johnpaul2.  Nesta página serão postados todos os  vídeos presentes na página do Youtube dedicada  também ao Papa Wojtyła.  Tais vídeos clips  referem-se ao  pontificado ano por ano, com a voz do futuro beato e em várias línguas. O link é www.youtube.com.giovannipaoloii.

Os áudio são fornecidos  e selecionados dos  programas  linguísticos da “Radio Vaticana”, com os  quais o Centro Televisivo Vaticano (Ctv) realizou uma montagem com os  vídeo.

O objetivo desses canais midiáticos é de diversificar os instrumentos “para dar  o máximo ressalto possível e a máxima difusão desta iniciativa”.

Fonte: http://www.zenit.org/article-25941?l=italian

Tradução: Pe. David de Jesus

Papa JOÃO PAULO II será beatificado no dia 01 de maio

Hoje, 14 de janeiro de 2011,  o Papa Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II. A cerimônia de beatificação acontecerá no dia 1º de Maio, domingo da Divina Misericórdia. Foi escolhido este dia, pois recorda a celebração litúrgica mais próxima de sua morte, pois nosso amigo e intercessor faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia.

O milagre, agora confirmado, refere-se à cura da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson. A religiosa pertence à congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas e trabalha em Paris, França, tendo superado, em 2005, todos os sintomas da doença de que sofria há quatro anos.

Desde o seu funeral se via na praça São Pedro várias faixas pedindo sua cononização: “Santo Subito”. Porém, foi no dia 13 de Maio de 2005, apenas quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II,  que o papa Bento XVI anunciou o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa. Ainda em dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação.

João Paulo II esteve  25 anos à frente da Igreja como Sucessor de São Pedro. Uma de suas maiores preocupações era a paz no mundo. Peçamos sua intercessão pela paz em nossas famílias, principalmente aquelas que tem sofrido com as catástrofes do Rio de Janeiro.

João Paulo II – Rogai por nós

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